Atenção do governo com Petrobras e privatizações alivia resistência dos mercados

Publicado em 18/04/2019 10:59 e atualizado em 18/04/2019 15:07
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Apesar do adiamento da votação do parecer da Previdência na CCJ

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Com a Petrobras no centro dos debates sobre os prejuízos causados pelo seu monopólio e a renovação das apostas do governo em privatizações, os mercado financeiros não encontram muita resistência nesta manhã de quinta (18). Mas o adiamento da votação do relatório sobre a Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) fica no radar possivelmente para a semana que vem.

A moeda americana, que ontem subiu 0,83%, oscilou desde a abertura e está em queda moderada de 0,10%, a R$ 3,930 por volta das 11hs. O Ibovespa ameaça devolver a perda da véspera (1,11%)  e segue próximo dos 0,80%, com o Futuros com pouco menos força.

Véspera de feriadão deve diminuir volume de negócios. 

A entrevista dada por Paulo Guedes à GloboNews, relatando a atenção do presidente Jair Bolsonaro na questão do adiamento do aumento do diesel, mais seu entendimento a respeito do monopólio da exploração e refino, pegou bem no mercado. Além do aviso do ministro da Economia de que virá uma privatização "surpresa", deixando no ar que tanto pode ser a Petrobras ou alguma de suas atividades ou outra estatal de peso.

A Previdência pode ficar em segundo plano nesse último dia útil da semana, com Brasília se esvaziando pelo feriadão de Páscoa.

Nesta manhã, o Departamento de Comércio dos Estados Unidos relatou vendas em março como sendo as maiores em um ano, tirando o peso de risco de desacleração. Pelo contrário, mostra que a economia acelerou no último trimestre.

Alivia a pressão sobre aumento de juros pelo Federal Reserve (FED), além de mostra uma janela para cortes de impostos na maior economia mundial.

Enquanto isso, os negociadores chineses e americanos mostram otimismo para um acordo comercial mais amplo no início de maio.

Na Europa, dados mais fracos dos gerentes de compras das empresas, revelando mais fraqueza econômica na Zona do Euro. Ao mesmo tempo autoridades do bloco alimentam uma lista de retaliações aos EUA em disputa comercial que começou no setor de aeronaves.

Os índices das bolsas americanas estão positivos, igual ao dólar comparado a outras divisas.

E o barril do petróleo em Londres, em quase US$ 72, opera no positivo.

 

Por: Giovanni Lorenzon
Fonte: Notícias Agrícolas

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