Entrevista amplia seguidores de Lula nas redes, mas ganho de Bolsonaro é 17 vezes maior

Publicado em 27/04/2019 17:34 e atualizado em 29/04/2019 13:02
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Em 48 horas, petista atraiu 10.825 novos seguidores, contra 27.945 do presidente, diz pesquisa.

Laima mais no site da Folha

Bolsonaro 17 vezes maior do que Lula

A propaganda de Lula na Folha de S. Paulo, segundo a própria Folha de S. Paulo, deu certo:

“Ele conquistou 10.825 novos fãs e seguidores, resultado quatro vezes superior ao dos dias seguintes à decisão do STJ”.

Jair Bolsonaro, porém, saiu-se muito melhor do que ele:

“Jair Bolsonaro ganhou, por sua vez, 27.945 seguidores, fez 39 posts em seus perfis e obteve 2.741.353 interações no Twitter, Facebook e Instagram.

Os números de Bolsonaro foram 17 vezes maiores que os do ex-presidente.”

Fonte: O Antagonista

Bolsonaro responde a Lula e diz que governo não é de cachaceiros

(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro rebateu neste sábado declaração feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva  de que o Brasil está sendo governado por um "bando de malucos". Jair Bolsonaro respondeu ao seu estilo: "pelo menos não é um bando de cachaceiros".

"Pelo menos não é um bando de cachaceiros, né?", disse a jornalistas. "Olha, eu acho que o Lula, primeiro, não deveria falar. Falou besteira. Quem era o time dele? Grande (parte) está preso ou sendo processado", acrescentou.

Ao ser questionado nesta manhã de sábado sobre a declaração de Lula, que deu entrevista a dois veículos de imprensa autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), Bolsonaro também criticou a decisão da Justiça.

"Eu acho que foi um equívoco, um erro da Justiça ter dado o direito de dar uma entrevista. Presidiário tem que cumprir sua pena e não dar declaração", encerrou.

Em entrevista permitida somente aos jornais Folha de S.Paulo e El País, Lula (condenado pela Justiça em 3a. instancia por corrupção e lavagem de dinheiro) disse que o Brasil precisa fazer uma autocrítica: "Vamos fazer uma autocrítica geral nesse país. O que não pode é esse país estar sendo governado por esse bando de malucos que governa o país. O país não merece isso e sobretudo o povo não merece isso", disse Lula.

Em seu perfil no Twitter, Bolsonaro já havia ironizado a frase de Lula escrevendo no twitter:: “O consumo de bebida alcoólica é proibido na cadeia. Boa tarde a todos!

Já em entrevista à Record TV, Bolsonaro foi ainda mais irônico: “Acho que bebida é proibida na cadeia”. Em seguida, afirmou que “os ministros dele [de Lula] estão presos, ou estão respondendo a processos”. 

“O Brasil regrediu muito naquele tempo, então chega de demagogia, chega de populismo. Aqui é governo de responsabilidade. Mas se quiserem a gente pode bater ficha, como dizíamos quando eu era moleque: a gente tem o nosso ministério e eles tiveram o deles. Viemos com pessoas de alta qualificação, profissionalismo, patriotismo e a vontade de acertar e não fazer comparação por aí”, acrescentou.

O presidente disse ainda que, depois dos primeiros meses no comando do país, são “110 dias sem qualquer acusação daquilo que o Lula e seus ministros faziam no passado”.

“Nós temos respeito ao povo e à coisa pública, estamos cortando, diminuindo os gastos, fazendo aquilo que falamos durante a campanha. A população tem gostado disso: aonde eu vou sou muito bem tratado. Agora, lamento realmente os 12 ou 13 anos que tivemos aí do PT, uma desgraça, um sofrimento. Ainda sofremos com as consequências até hoje e lutamos permanentemente para mudar o destino do Brasil”, finalizou.

BOLSONARO VISITA YASMIN, FLAMENGUISTA

Na semana passada, Yasmin foi vítima de um erro na divulgação de um vídeo, pelo jornal O Estado de S. Paulo, em que aparece supostamente se recusando a cumprimentar Bolsonaro, durante a visita de um grupo de crianças ao Palácio do Planalto. A interpretação dada às imagens, que viralizaram nas redes sociais, é falsa. A negativa de Yasmin, na verdade, era porque o presidente havia perguntado às crianças quem era palmeirense. Yasmin, que torce para o Flamengo, cruzou os braços e balançou negativamente a cabeça no momento. A menina chegou a deixar de frequentar a escola por causa da hostilidade de colegas e vizinhos. Bolsonaro decidiu visitá-la para prestar solidariedade.

O presidente Jair Bolsonaro visita a casa da família da menina Yasmin Alves Ribeiro, na Estrutural, em Brasília.
O presidente Jair Bolsonaro visita a casa da família da menina Yasmin Alves Ribeiro, na Estrutural, em Brasília. - Marcelo Camargo/Agência Brasil

"É uma visita para desfazer uma situação que a família, em especial a menina, estava sofrendo. Ela estava há uma semana sem ir à aula, porque o que chegou aqui foi que ela teria sido sem educação por não ter me cumprimentado. Na verdade, não foi isso. Eu perguntei quem era palmeirense, ela disse que não. Nada mais além disso", disse o presidente, que chegou a presenteá-la, na última quinta, com uma camisa do Flamengo, quando ela foi recebida por ele no Palácio do Planalto.

Para a visita de hoje, foi montado um forte esquema de segurança na Estrutural, que fica a pouco mais de 15 quilômetros do centro da capital. A rua da casa de Yasmin foi complemente bloqueada para a passagem do comboio presidencial. Agentes ocuparam pontos estratégicos nas lajes e telhados de casas vizinhas e apenas moradores da rua foram autorizados a passar pelo bloqueio.

Ao chegar ao local, às 9h, Bolsonaro estava acompanhado da primeira-dama, Michelle, que abraçou a criança e entregou um bolo para a mãe de Yasmin, Cleia Ramone. Eles entraram na casa da família, onde permaneceram por cerca de meia hora.

Previdência

Ainda na saída, Bolsonaro voltou a dizer que a reforma da Previdência não pode ser "desidratada". Ele reforçou que, de acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, é preciso garantir que a economia com a aprovação da medida não seja inferior a R$ 800 bilhões em dez anos.

"Ela [a reforma] não pode ser desidratada. Tem um limite. Abaixo disso [R$ 800 bilhões], apenas, como diz o Paulo Guedes, vai retardar a queda do avião. O Brasil não pode quebrar. Nós temos que alçar um voo seguro para que todos possam se beneficiar da nossa economia", afirmou.

Bolsonaro prefere elogiar Maia após declarações do presidente da Câmara sobre Carlos e Eduardo

(Reuters) - Jair Bolsonaro preferiu elogiar novamente o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e procurou evitar novas polêmicas um dia depois de seus filhos serem alvo de declarações polêmicas do deputado.

"Eu tenho certeza que isso é um fake. Eu gosto do Rodrigo Maia, ele tem respeito por mim e eu tenho por ele", disse Bolsonaro a jornalistas neste sábado.

"Mandei uma mensagem, via Onyx (Lorenzoni, ministro da Casa Civil), para ele ontem à noite, dizendo que o que nós dois juntos podemos fazer não tem preço", acrescentou. "O Rodrigo Maia é uma pessoa importantíssima para o futuro de 208 milhões de pessoas, espero brevemente poder conversar com ele."

Em entrevista publicada na sexta-feira pelo site BuzzFeed, Maia disse que o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) está deslumbrado com a situação de ter o pai presidente. Mas as declarações mais sensíveis foram dirigidas a Carlos Bolsonaro, vereador pelo PSC no Rio de Janeiro.

"O Bolsonaro colocou o filho com 17 anos para disputar contra a própria mãe desse filho. Ele derrotou a mãe para vereador. Isso deve ser normal na cabeça de um ser humano? Derrotar uma mãe com 17 anos? Isso deve ter gerado muito problema na cabeça do Carlos", disse Maia, segundo o site.

Mas perguntado se a atuação de Carlos nas redes sociais têm afetado o Congresso Nacional, Maia disse acreditar que quem comanda tudo é o pai.

"Ninguém fica preocupado com Carlos, todo mundo tem convicção de que o Bolsonaro é que comanda isso. E eu não acredito, e ninguém acredita mais, que é o Carlos que comanda esse jogo."

Sobre Eduardo, o presidente da Câmara disse que "ele não era nada, era um deputado do baixíssimo clero, o pai vira presidente, ele passa a ser chamado pela equipe do Trump, pela equipe de não sei o quê".

"Um pouquinho de vaidade é um direito, não é? Não vamos exagerar também, achar que ele não pode ter um momento de deslumbramento. Quem é que nunca teve?", ponderou.

Por outro lado, Maia elogiou o presidente, afirmando que Bolsonaro "não é uma pessoa que deixa de cumprir a palavra dele... ele nunca traiu a palavra dele".

Há poucas semanas Maia e Bolsonaro trocaram farpas públicas que colocaram em xeque o engajamento do presidente da Câmara pela aprovação da reforma da Previdência. Mas nos últimos dias, o presidente fez questão de fazer afagos públicos ao deputado.

Fonte: Reuters/Agencia Brasil/R7

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