Bolsonaro fará reunião de emergência sobre Venezuela; Maduro reafirma lealdade de militares

Publicado em 30/04/2019 10:16 e atualizado em 30/04/2019 11:52
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(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro terá uma reunião sobre a situação na Venezuela, onde o líder da oposição Juan Guaidó disse ter obtido apoio de militares para depor o presidente Nicolás Maduro, enquanto confrontos aconteciam perto de uma base aérea onde Guaidó estava.

De acordo com o vice-presidente, Hamilton Mourão, participarão da reunião com Bolsonaro representantes do Gabinete de Segurança Institucional, do Ministério da Defesa, do Ministério das Relações Exteriores, além do vice-presidente.

Mais cedo, Guaidó publicou um vídeo no Twitter convocando o povo à base aérea de "La Carlota", no centro de Caracas, para "acompanhar o cessar definitivo da usurpação" e podia ser visto rodeado por homens fardados.

"Essa base aérea que o pessoal está cercando fica no centro de Caracas praticamente... E ela fica perto de dois bairros que são áreas nobres da cidade, que são Altamira e Las Mercedes, então é uma área complicada ali, vamos ver o que vai acontecer", disse Mourão a jornalistas em Brasília nesta manhã, referindo-se à base de La Carlota.

Questionado sobre haver alguma preocupação em relação à fronteira da Venezuela com o Brasil, Mourão disse que não, uma vez que ainda não há informações sobre o que poderia estar acontecendo.

Ainda nesta manhã, o ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, disse que o Brasil considera positivo que exista um movimento de militares venezuelanos em apoio a Guaidó, mas que ainda aguarda mais informações para avaliar a situação no país.

(Por Eduardo Simões, em São Paulo)

Maduro diz que líderes militares mantêm lealdade a ele

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CARACAS (Reuters) - O presidente venezuelano, Nicolás Maduro, disse nesta terça-feira que falou com líderes militares e que eles mostraram "sua total lealdade" ao governo, após o líder da oposição Juan Guaidó afirmar que tinha o apoio das tropas para depor Maduro.

"Nervos de aço!", disse Maduro no Twitter. "Peço a máxima mobilização popular para assegurar a vitória da paz. Venceremos!"

(Reportagem de Angus Berwick)

O Globo: Bolsonaro convoca reunião de emergência para tratar de Venezuela

BRASÍLIA - O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou na manhã desta terça-feira que o presidente Jair Bolsonaro convocou para o início da tarde uma reunião para tratar dos últimos acontecimentos na Venezuela.

Além dos dois, participarão do encontro, no Palácio do Planalto, os ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, da Defesa, Fernando Azevedo , e das Relações Exteriores, o chanceler Ernesto Araújo.

—  Eu estou sabendo só o que foi divulgado hoje de manhã. O presidente vai fazer uma reunião às 12h30 sobre o assunto. Aqui na sala dele —  afirmou Mourão, na entrada de seu gabinete na Vice-Presidência.

Leia a notícia na íntegra no site do jornal O Globo

 

Disparos são ouvidos em manifestação de Guaidó próximo a base aérea em Caracas

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CARACAS (Reuters) - Disparos foram ouvidos em uma manifestação coordenada pelo líder da oposição na Venezuela, Juan Guaidó, próximo a uma base aérea em Caracas, disseram testemunhas da Reuters, após Guaidó dizer mais cedo que militares se uniram a ele para depor o presidente Nicolás Maduro.

Testemunhas da Reuters afirmaram que homens em uniformes militares, que acompanhavam Guaidó no local, estavam trocando tiros com militares que apoiam Maduro. As testemunhas disseram que os disparos aparentavam ser de balas verdadeiras.

Disparos são ouvidos em manifestação de Guaidó próximo a base aérea em Caracas, dizem testemunhas
 

Gás lacrimogêneo é disparado contra Guaidó durante reunião com grupo de homens em uniformes militares

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CARACAS (Reuters) - Forças de segurança da Venezuela dispararam gás lacrimogêneo contra o líder da oposição, Juan Guaidó, nesta terça-feira enquanto ele se reunia com um grupo de homens em uniformes militares próximo a uma base área em Caracas, disse uma testemunha da Reuters.

Guaidó, em um momento anterior, disse que tinha o apoio de tropas para iniciar a "fase final" de dar um fim à Presidência de Nicolás Maduro. O governo venezuelano informou que esse é um levante em pequena escala e denunciou Guaidó por convocar um golpe.

Gás lacrimogêneo é disparado contra Guaidó durante reunião com grupo de homens em uniformes militares

O Antagonista

Miraflores cercado

Forças de segurança fecharam todos os pontos de acesso ao Palácio de Miraflores, em Caracas.

Guaidó: “Hoje acaba a usurpação”

Juan Guaidó disse, há pouco, na Venezuela:

“Hoje, os soldados valentes, os patriotas, os valentes homens apegados à nossa constituição atenderam ao nosso chamado. O primeiro de maio começa hoje. Hoje acaba a usurpação.”

Amôedo: “Que o governo autoritário e ditatorial de Maduro caia o mais rápido possível”

“Desejo força à Venezuela em mais este momento de tensão, e que o governo autoritário e ditatorial de Maduro caia o mais rápido possível e dê espaço para a liberdade retornar ao país.”

Base aérea abre as portas para os manifestantes

A base militar de La Carlota abriu as portas para os manifestantes que apoiam Juan Guaidó.

Base militar La Carlota Venezuela

Maduro começa o contra-ataque

Duda Teixeira informa, na Crusoé, que forças leais a Nicolás Maduro foram até a base militar de La Carlota na manhã de hoje e lançaram bombas de gás lacrimogêneo.

Também atiraram com armas de balas de borracha.

Vídeo – Militares que apoiam Guaidó capturam chavistas

Os homens da Guarda Nacional que apoiam Juan Guaidó capturaram soldados chavistas em Caracas.

Não houve resistência.

Ministro da Defesa da Venezuela diz que Forças Armadas seguem ao lado de Maduro

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CARACAS (Reuters) - O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, disse nesta terça-feira que as Forças Armadas do país seguem "firmemente em defesa" do governo "legítimo" do presidente Nicolás Maduro, após o líder da oposição, Juan Guaidó, afirmar que tinha o apoio dos militares.

Padrino, em uma série de tuítes, disse que todas as unidades militares do país declararam "normalidade" em seus quartéis e suas bases militares.

Ministro da Defesa da Venezuela diz que Forças Armadas seguem ao lado de Maduro

Trump está ciente de situação na Venezuela e a monitora, diz Casa Branca

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WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está monitorando a situação na Venezuela, onde o líder da oposição, Juan Guaidó, convocou nesta terça-feira um levante militar em apoio a seu plano de depor o presidente Nicolás Maduro, informou a Casa Branca.

"O presidente foi informado e estamos monitorando o andamento da situação", disse a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders, por e-mail.

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Governo da Venezuela diz estar enfrentando grupo de "traidores", Guaidó aparece ao lado de militares

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CARACAS (Reuters) - O governo venezuelano está confrontando um pequeno grupo de "traidores militares" que estão buscando promover um golpe, disse o ministro da Informação, Jorge Rodríguez, nesta terça-feira no Twitter.

O líder da oposição, Juan Guaidó, emitiu declarações no início da manhã através de um vídeo em sua conta no Twitter, no qual aparece ao lado de tropas e ao lado do também líder oposicionista Leopoldo López, que até agora permanecia em prisão domiciliar em sua residência no leste de Caracas.

"O chamado é aqui neste momento, na base aérea de La Carlota, para acompanhar o cessar definitivo da usurpação... Hoje é uma reunião de todos os venezuelanos", disse Guaidó.

Neste momento, "fazemos um grade apelo aos funcionários públicos e a um componente fundamental: nossas Forças Armadas", acrescentou o líder opositor rodeado por carros blindados.

Guaidó, que, à frente do Parlamento ignorou o governo de Maduro em janeiro e se autoproclamou presidente interino do país --com o apoio de deputados e inúmeros governos do mundo--, disse que seu apelo foi vinculado à Constituição e defendeu a luta não violenta.

Depois de seu discurso, ele apareceu cercado por um grupo de soldados em uma via principal de Caracas e convocou soldados e civis para acompanhá-lo, segundo testemunhas da Reuters.

O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino, disse rejeitar o movimento de tentativa de golpe que ele disse buscar preencher o país com violência.

Em algumas ruas ao leste da capital venezuelana, pessoas se deslocavam muito cedo para seus empregos, e o metrô funcionava. A via que circunda a base aérea de La Carlota foi bloqueada por caminhões e ônibus.

Juan Guaidó aparece ao lado de militares

Fonte: Reuters

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