Governo dos EUA reafirma apoio a Brasil na OCDE depois de negociações em Genebra não avançar

Publicado em 09/05/2019 01:08
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BRASÍLIA (Reuters) - Depois de os Estados Unidos não avançarem no apoio à entrada do Brasil na Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), durante reunião do Conselho de Representantes esta semana, o governo norte-americano usou o Twitter nesta quarta-feira para reafirmar o apoio à entrada do país na organização.

Em sua conta na rede social, a secretária de Estado adjunta para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Kimberly Breier, afirmou que os Estados Unidos "apoiam o Brasil a iniciar o processo de adesão para se tornar membro pleno da OCDE (@OECD)."

Breier lembrou a declaração conjunta assinada pelo presidentes Jair Bolsonaro e Donald Trump, durante a visita a Washington, em março deste ano.

"Conforme a declaração conjunta, acolhemos do Brasil reformas econômicas, melhores práticas e uma estrutura regulatória conforme os padrões da OCDE", escreveu a secretária.

Bolsonaro retuitou o texto, que foi traduzido para o português pelo Twitter da embaixada norte-americana. Mais cedo, ao ser perguntado sobre o caso, o presidente preferiu não responder.

Na visita aos Estados Unidos, o Brasil se comprometeu a abrir mão do Tratamento Especial e Diferenciado nas negociações na Organização Mundial do Comércio (OMC), um status que dá mais vantagens, como maior prazo, na implementação de acordos comerciais. Em troca, receberia o apoio dos EUA para se tornar membro pleno da OCDE.

Em sua fala à imprensa na Casa Branca, com Bolsonaro ao lado, Trump declarou que apoiava "os esforços brasileiros" para iniciar o processo de se tornar membro pleno da OCDE.

No entanto, na reunião do Conselho de Representantes da organização, ocorrida na terça-feira em Genebra, não avançou no tema. A expectativa era de que, na última reunião preparatória para a Conferência ministerial, que acontece em Paris no final deste mês, a discussão da adesão de novos países --não apenas o Brasil-- avançasse.

A delegação norte-americana, no entanto, disse não ter instruções para seguir adiante nas negociações para ampliação.

Bolsonaro acusa prefeito de Nova York de sabotar sua viagem aos EUA

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro acusou o prefeito de Nova York, Bil de Blasio, de sabotar sua visita à cidade, prevista inicialmente para a próxima semana, e "insuflar" a população contra ele.

Bolsonaro iria a Nova York receber o prêmio de Homem do Ano da Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos e participar de um evento com empresários, mas decidiu cancelar ao saber das manifestações contra ele que estavam sendo organizadas na cidade.

"Uma coisa é enfrentar uma manifestação normal, outra é uma patrocinada pelo prefeito. Ele é dono da casa. Ele insuflando a população para atirar o que tiver nas mãos contra a minha pessoa entre outras sabotagens. Não sei que tipo de ameaça", disse Bolsonaro ao final de um evento no Planalto. "Já que estou sendo incômodo para ele, que não sou para o Trump e para o povo americano, resolvemos não criar polêmica e enfrentar este tipo de manifestação, não pode ser dessa forma."

Depois do presidente anunciar que não iria mais a Nova York, De Blasio comemorou a decisão no Twitter.

"Jair Bolsonaro aprendeu que os nova-iorquinos não fecham os olhos para a opressão. Nós fizemos um alerta para o fanatismo dele. Ele fugiu. Sem surpresas — covardes não costumam aguentar um soco. Já vai tarde, @jairbolsonaro. Seu ódio não é bem-vindo aqui."

O governo brasileiro articula agora com a Câmara de Comércio e políticos norte-americanos para que a visita seja ao Texas, Estado governado pelos republicanos.

Segundo Bolsonaro, está sendo fechada uma agenda em conversas com o senador Ted Cruz e o ex-presidente George W. Bush. "Estamos tentando acertar para quinta e sexta da semana que vem", disse.

Bolsonaro acusou ainda o prefeito de Nova York de agir assim por querer concorrer às prévias do Partido Democrata para a escolha do candidato presidencial contra Trump nas eleições de 2020.

"Que tipo de relacionamento ele vai ter, se porventura ele for eleito, com um país cujo chefe de Estado tem demonstrado respeito e quer se aproximar da primeira economia do mundo... Acho que esse cidadão aí queimou os cartuchos, se queimou completamente na sua corrida para enfrentar as prévias", disse.

Bolsonaro bate o martelo e confirma viagem a Dallas, nos EUA

Após desistir de ir a Nova York receber uma homenagem da Câmara de Comércio Brasil-EUA, o presidente Jair Bolsonaro decidiu que irá a Dallas, nos Estados Unidos. A decisão foi tomada na tarde desta quarta-feira (8).

A intenção é que Bolsonaro receba o prêmio de "Personalidade do Ano" na cidade do Texas e faça ainda alguns encontros. Há expectativa de que ele possa se reunir com o ex-presidente dos EUA George W. Bush e com empresários americanos.

Bolsonaro diz que prefeito de NY colocou população contra ele

A desistência do presidente de ir a Nova York foi anunciada na semana passada pelo porta-voz, Otávio do Rêgo Barros. O motivo do cancelamento foi a repercussão negativa da presença do presidente no evento, previsto para o próximo dia 14. Algumas empresas desistiram de patrocinar o evento e houve pressão para que locais desistissem de ceder seus espaços para a festa.

Em nota, o porta-voz admitiu que Bolsonaro cancelou a ida aos EUA por causa dos protestos de diversos grupos e do prefeito de Nova York, Bill de Blasio, que chegou a chamar Bolsonaro de "ser humano perigoso".

Fonte: Reuters/R7

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