Agência alfandegária dos EUA emite aviso de aumento de tarifas sobre produtos chineses

Publicado em 09/05/2019 19:40 e atualizado em 10/05/2019 10:46
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Soja bate mínimas de 10 anos em Chicago por tensões comerciais entre EUA e China

WASHINGTON (Reuters) - A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA anunciou nesta quinta-feira que começará a coletar 25 por cento em tarifa sobre 200 bilhões de dólares em importações vindas da China às 01h01 desta sexta-feira (horário de Brasília), em mais um passo em direção à ativação do planejado aumento de tarifas defendido pelo presidente norte-americano, Donald Trump.

Em nota divulgada em seu site, a agência disse que aplicaria a tarifa de 25 por cento a mais de 5.700 categorias de produtos importados da China que anteriormente estavam sujeitas a uma tarifa de 10 por cento segundo a "Seção 301" do Departamento de Comércio dos EUA que investiga práticas da China sobre propriedade intelectual.

A menos que seja revertida pela administração Trump, o aviso é o último passo necessário para iniciar as cobranças da tarifa mais alta.

Soja bate mínimas de 10 anos em Chicago por tensões comerciais entre EUA e China

CHICAGO (Reuters) - Os contratos futuros da soja em Chicago despencaram para seus menores preços em mais de uma década nesta quinta-feira, à medida que operadores se preocupam com a possibilidade de as negociações comerciais decisivas entre Washington e Pequim não resultarem em um acordo.

Os futuros de milho e trigo também caíram, conforme uma reunião comercial de dois dias entre Estados Unidos e China está agendada para começar.

O presidente dos EUA, Donald Trump, acusou a China de voltar atrás em compromissos com os quais havia concordado e prometeu impor novas tarifas sobre importações de produtos chineses a partir de sexta-feira. A China respondeu com ameaças de retaliação.

"O mercado está precificando sob a perspectiva de um 'não acordo'", disse Matthew Wiegand, corretor da FuturesOne.

O contrato julho da soja registrou uma nova mínima de vencimento e fechou em queda de 2 por cento, a 8,1275 dólares por bushel. O contrato mais ativo alcançou seu menor valor desde dezembro de 2008.

O trigo recuou 2,3 por cento, para 4,295 dólares/bushel, enquanto o milho cedeu 3,2 por cento e fechou a 3,5325 dólares/bushel.

(Reportagem de Tom Polansek em Chicago, com reportagem adicional de Gus Trompiz em Paris e Naveen Thukral em Cingapura)

Wall St recua no aguardo de negociações comerciais entre EUA e China

NOVA YORK (Reuters) - Os principais índices de ações em Wall Street fecharam em queda nesta quinta-feira, antes da retomada de negociações comerciais cruciais entre Estados Unidos e China, mas o mercado reduziu as perdas após o presidente Donald Trump dizer que é possível um acordo ainda nesta semana.

O índice Dow Jones caiu 0,54 por cento, para 25.828,36 pontos. O S&P 500 perdeu 0,30 por cento, para 2.870,72 pontos. E o Nasdaq Composto cedeu 0,41 por cento, para 7.910,59 pontos.

Os índices chegaram a cair mais de 1 por cento durante a sessão, mas recuperaram grande parte das perdas depois que Trump disse que recebeu uma "bela carta" do presidente chinês, Xi Jinping.

Negociadores se encontrarão às 18h (horário de Brasília) desta quinta-feira, disse Trump, e estão prontos para continuar as negociações até sexta-feira.

Ainda assim, os Estados Unidos não recuaram de aumentar as tarifas sobre 200 bilhões de dólares em produtos chineses para 25 por cento na sexta-feira. Trump também disse que a ideia inicial era impor tarifas de 25 por cento sobre mais 325 bilhões de dólares em mercadorias chinesas.

Mesmo com a possibilidade de novas tarifas entrarem em vigor, alguns investidores permaneceram otimistas de que um acordo comercial está ao alcance. Isso provavelmente limitou o declínio das bolsas de valores nesta quinta-feira, disse John Stoltzfus, estrategista-chefe de investimentos da Oppenheimer Asset Management.

"Podemos muito bem ver as tarifas postas em prática amanhã, mas isso será resolvido", disse Stoltzfus. "É muito impraticável para qualquer um dos lados estender isso a uma guerra comercial prolongada."

Fonte: Reuters

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