Maia defende votar Previdência mais rápido possível e quer negociação com governadores

Publicado em 25/06/2019 19:04
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Por Maria Carolina Marcello

BRASÍLIA (Reuters) - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), defendeu nesta terça-feira que a votação da reforma da Previdência na comissão especial ocorra o mais rápido possível, mas ressaltou que é importante uma última negociação com governadores antes da apresentação do complemento de voto do relator, Samuel Moreira (PSDB-SP).

"Nós estamos trabalhando para votar o mais rápido possível, mas alguns governadores devem estar em Brasília entre hoje e amanhã. Eu pretendo, antes do relator ler a complementação de voto, que a gente possa ter dialogado com todos os governadores sobre algum acordo" para incluir Estados e municípios no texto da reforma já na comissão, disse Maia a jornalistas.

O presidente da Câmara previa que a votação da reforma na comissão deveria ocorrer até quinta-feira desta semana, mas ele argumentou que pode ser melhor esperar um pouco e se conseguir um resultado melhor.

"Acho que a gente precisa só ter um certo cuidado, porque às vezes avança mais rápido e a gente depois descobre que tinha espaço para fazer acordo com os governos e incluir Estados e municípios", defendeu. "Nessa reta final, um dia ou dois dias não vai fazer diferença. Mas deixar os governadores de fora fará uma diferença brutal."

Apesar de admitir que a votação não ocorra em função de alguma negociação com os governadores, Maia ressaltou que "o ideal é votar nesta semana, se não nesta semana no máximo na próxima terça-feira".

Mas pouco antes, o líder do PP na Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), havia dito que a bancada de seu partido vai trabalhar pelo adiamento da votação da reforma.

Segundo Lira, ainda há pontos polêmicos no parecer do relator. “Da parte do meu partido --não posso falar pelos outros--, nós vamos trabalhar para que não se vote, claro, nesta semana”, disse o líder do PP, um dos partidos do chamado centrão, grupo político com força para influenciar nas votações da Casa.

Fonte: Reuters

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