Pesquisa Datafolha admite: Bolsonaro conta com 43% de ótimo, 22% regular e 32% ruim

Publicado em 08/12/2019 12:21 e atualizado em 09/12/2019 09:34
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Melhora da economia interrompe perda de popularidade de Bolsonaro, diz Datafolha (por Agência Estado). A somatória de aprovação sobe para 65%. (Notícias Agrícolas)

Nova pesquisa Datafolha mostra que parte da população voltou a ter uma expectativa positiva em relação à economia. Com isso, a perda de popularidade do governo do presidente Jair Bolsonaro, registrada nos últimos meses, parou de crescer.

A taxa de aprovação da sua administração passou de 29% para 30% na primeira semana de dezembro, enquanto a de reprovação (que passou de 30% para 38% nos primeiros oito meses após a posse), ficou agora em 36%, ambos dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais para mais ou para menos.

O otimismo em relação à atividade econômica nos próximos meses aumentou para 43%, ante 40% em agosto e 50% no início do governo

Segundo o levantamento, a taxa de aprovação ao trabalho da equipe econômica do governo subiu de 20% para 25%, e a do combate ao desemprego foi de 13% para 16%.

Foi contatado que essa melhora de percepção é maior entre os mais ricos do que nas camadas mais pobres da população, e também em relação aos índices de popularidade do governo.

Para 55%, a crise que o Brasil atravessa deve demorar para acabar, e o País não voltará a crescer tão cedo. Já 37% acham que a crise será ultrapassada em meses.

Em relação ao combate à corrupção, a taxa de aprovação do governo caiu de 34% para 29%, enquanto a de reprovação subiu de 44% para 50%.

Para a Cultura, a aprovação caiu de 31% para 28% e os que avaliam o governo como péssimo/ruim nessa área oscilaram de 33% para 34%, e os que consideram regular, de 32% para 34%.

A nota média atribuída pelos entrevistados ao presidente foi de 5,1, a mesma de agosto, em uma escala de zero a dez, indica a sondagem.

Para 28% dos entrevistados, na maioria das vezes Bolsonaro não se comporta como o cargo de presidente da República exige, e, em algumas situações, para 25%. Outros 28% acham que ele nunca se comporta adequadamente.

Segundo o Datafolha, 43% da população diz que nunca confia no que Bolsonaro fala; 37% acham que suas declarações só merecem credibilidade às vezes; e 19% dizem sempre acreditar no que ele fala.

Sobre a imagem do Brasil no exterior, 39% acham que piorou um ano depois que Bolsonaro assumiu a Presidência; 25% dizem que o prestígio ficou igual; e 31% afirmam que ele melhorou.

O Datafolha entrevistou 2.948 pessoas em 176 municípios na quinta-feira (5) e sexta-feira (6). As entrevistas foram feitas pessoalmente em locais de grande circulação.

Folha admite crescimento, mas insiste no "mas"...

Segundo a pesquisa, 43% acham que seu governo será ótimo ou bom daqui para frente, mas 32% acham que ele será ruim ou péssimo e 22% preveem que seu desempenho será apenas regular nos próximos anos.

A pesquisa captou vários sinais de que parte da população voltou a observar com otimismo a situação econômica. Segundo o Datafolha, 43% acham que ela vai melhorar nos próximos meses. Em agosto, 40% pensavam assim.

Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a economia cresceu 0,6% no terceiro trimestre, resultado que levou os analistas a rever suas projeções para este ano e o próximo.

Com base nos dados, os fatores que melhor explicam o resultado são pequenas mudanças de percepção da opinião pública sobre o comportamento do presidente e também sobre o desempenho da economia.

A taxa dos que dizem que Bolsonaro nunca age como um presidente da República caiu quatro pontos percentuais nos últimos três meses. O fato coincide com maior controle da comunicação oficial, depois de arroubos belicosos nas redes sociais em função da divulgação do envolvimento de seu nome nas investigações do assassinato da vereadora Marielle Franco.

Sobre a economia, nenhuma outra área do governo apresentou crescimento de popularidade mais expressivo —o índice dos que aprovam o setor subiu cinco pontos percentuais nos últimos três meses, enquanto o combate à corrupção, mote do marketing eleitoral bolsonarista e um dos itens melhor avaliados do governo em agosto, caiu em proporção equivalente.

Outras variáveis apontam para a mesma direção — a taxa dos que acham que a crise econômica do Brasil deve demorar para acabar sofreu queda de quatro pontos, e o índice dos que percebem melhoras na economia nos últimos meses subiu cinco. Enxergam avanços na economia principalmente os homens, os mais escolarizados e com maior renda familiar mensal.

O período de campo do levantamento coincide com a divulgação dos números de alta do PIB no terceiro trimestre deste ano, alavancado principalmente por investimentos do setor privado, assim como com a liberação de recursos do FGTS e pagamento da primeira parcela do 13º.

Interessante notar que a aprovação ao ministro Paulo Guedes oscila um ponto positivo, enquanto a de Sergio Moro oscila um negativo, dentro dos limites da margem de erro, o que remete a estudos futuros a confirmação ou não das tendências detectadas agora.

O mesmo raciocínio vale para a imagem do presidente Jair Bolsonaro. Não só as variações de sua avaliação ficaram dentro da margem de erro, como também as oscilações no índice de afinidade dos brasileiros com o presidente.

Segundo a escala elaborada pelo Datafolha, a taxa de bolsonaristas “heavy”, isto é, eleitores do presidente que o aprovam e confiam em tudo que ele diz, passou de 12% para 14% na população, índice que chega a 37% entre empresários, 31% entre habitantes mais ricos do Sul e 29% entre os homens com renda superior a 5 salários mínimos.

No extremo oposto, detratores “heavy”, que não votaram, o reprovam e não confiam em Bolsonaro, oscilaram negativamente dois pontos nos últimos três meses —de 30% para 28%. São principalmente entrevistados que se auto classificam indígenas (42%) e negros (35%). Também ocorrem com mais frequência entre os que se dizem desempregados (39%), estudantes (37%) e entre as mulheres de menor renda (32%).

Sobre o futuro, o desafio do governo passa por manter o controle da comunicação oficial e gerar expectativa positiva quanto à economia, tarefa mais difícil diante do crescimento de pessimismo sobre a inflação.

Mauro Paulino e Alessandro Janoni  (Diretor-geral do Datafolha e Diretor de Pesquisas do Datafolha).

O fim não está próximo – Bolsonaro continua firme e forte

Por J.R. Guzzo -02/12/2019 (Gazeta do Povo)

Falta um mês para acabar o ano de 2019 e, pelo jeito, o governo do presidente Jair Bolsonaro vai conseguir completar o seu primeiro aniversário. 

Como assim? Já não deveria ter acabado? Desde o dia em que tomou posse, em 1º de janeiro, os mais sábios debates de ciência política levados ao público por um regimento inteiro de comunicadores cinco estrelas, “influenciadores”, politólogos, intelectuais, mestres de sociologia, filosofia e brasiologia, homens e mulheres de intelecto superior, etc, etc, asseguraram a todos: “O fim está próximo. 

Arrependam-se.”

De lá para cá, porém, parece que alguma coisa deu errado. O governo continua aí, dando expediente diário a partir das 7 horas da manhã. Seu falecimento foi adiado, pelo que mostram os fatos. Quem sabe ficou tudo para o ano que vem?

O fato é que o cidadão passou os últimos onze meses sendo informado da existência de acontecimentos que não estavam acontecendo. 

Escolha por onde você quer começar: para qualquer lado que olhe, o resultado vai ser o mesmo. 

Não saiu, até agora, o genocídio dos negros, gays, índios, mulheres, favelados e pobres em geral que tinha sido anunciado como uma certeza quase científica – era só o novo governo assumir, garantiam os especialistas mencionados acima, e o extermínio dessa gente toda ia começar.

Onde o projeto falhou? Continuam todos vivos – e não há sinais de que o governo vai fazer neste último mês de 2019 o que não conseguiu fazer durante o ano inteiro.

Também não foi possível observar a liquidação do Congresso Nacional, a eliminação dos direitos e garantias constitucionais e o envio dos dois soldados e do cabo que iriam fechar o Supremo Tribunal Federal. 

A floresta amazônica não foi queimada para agradar o “agronegócio”; até ontem continuava lá, do mesmo tamanho que tinha em janeiro.

Onde foi parar, igualmente, a “morte política do governo”, que não tinha sabido negociar a distribuição de ministérios e outros cargos “top de linha” com os políticos – e, por isso, “não conseguirá governar”? Deve ter ficado para o ano que vem ou ainda mais adiante, pois o governo conseguiu aprovar, com velocidade recorde, a reforma da Previdência e o “Pacto Federativo”, que funcionará como um grande tratado de paz com os estados e municípios – além de uma penca de outras coisas.

O ministro do Exterior iria destruir praticamente todo o sistema de relações diplomáticas entre o Brasil e o resto do mundo. Não aconteceu. 

A ministra da Agricultura seria banida da cena internacional civilizada, por liberar “agrotóxicos”. Não aconteceu. 

O ministro do Meio Ambiente não aguentaria 15 minutos no cargo, por ser uma afronta à comunidade ambientalista, aos cientistas e ao Tratado de Paris. Não aconteceu.

E a China, então? Onze entre dez altíssimos especialistas em “comércio exterior” garantiram, com convicção definitiva, que as exportações do Brasil para “o nosso maior parceiro” seriam destruídas em poucas horas, pela postura do governo a favor do presidente Donald Trump. 

O mesmo, exatamente, iria acontecer com “o mundo árabe”, outro importador gigante de produtos brasileiros. 

Como o governo havia anunciado sua intenção de mudar a embaixada do Brasil de Telavive para Jerusalém, em Israel, nunca mais os árabes comprariam um único e miserável frango nacional.

Mais que tudo, talvez, há o mistério do ministro Sergio Moro. Foi provado nos mais sagrados santuários da mídia, da vida política e do universo intelectual, com a exatidão com que se calcula a área do triângulo, que ele “estava fora” do governo – liquidado pelas “gravações” de delinquentes digitais, pelo Coaf, pelos ciúmes de Bolsonaro, e 100 outras crises fatais. O homem continua lá, firme como o cacique Touro Sentado.

Com crises assim, vai ser preciso engolir esse governo não apenas por um ano – ou mudam as crises, ou eles ficam lá pelos próximos sete."

https://www.gazetadopovo.com.br/vozes/jr-guzzo/bolsonaro-um-ano-governo/

Fonte: Agência Estado

2 comentários

  • Vitor Rossetto Lucas do Rio Verde - MT

    DataFolha e o "zé sem braço" da esquina, que diz que o Lularápio tirou bilhões da pobreza, tem o mesmo embasamento e relevância em pesquisas!!!!

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  • Elton Szweryda Santos Hortolândia - SP

    Ora, ora, a Folha e o Datafolha representa muita gente, psdb, pt, centrao, etc. Gente antes muito importantes na politica nacional, mas para eles tudo mudou, a fonte secou...., o prestigio já era, a maioria da populacao os despreza, e sabem que da proxima eleicao nao escaparão..., já tentaram de tudo, mas o governo Bolsanaro está, me parece, blindado, felizmente. O unico risco que a maioria dos brasileiros teme é de atentarem mais uma vez contra a vida do nosso presidente.

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