Trump diz que ordenou morte de general iraniano para evitar guerra, não para começar uma
ALM BEACH, Flórida (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta sexta-feira que ordenou que o general iraniano Qassem Soleimani fosse morto para evitar uma guerra, não para começar uma, alegando que o comandante militar do Irã planejava ataques iminentes contra norte-americanos.
"Soleimani estava planejando ataques iminentes e sinistros contra diplomatas e militares americanos, mas nós o pegamos no ato e terminamos isso", disse Trump a jornalistas no resort de Mar-a-Lago, na Flórida.
"Agimos na noite passada para parar uma guerra. Não agimos para começar uma guerra", disse Trump, acrescentando que os EUA não buscam uma mudança de regime no Irã.
'Soleimani planejava matar mais americanos, mas foi pego', diz Trump
São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o general Qassem Soleimani, comandante das Forças Quds, uma unidade especial da Guarda Revolucionária do Irã, morto em ataque ordenado por Washington na quinta-feira, 2, "matou ou feriu gravemente milhares de americanos durante um longo período de tempo e planejava matar muitos mais... Mas foi pego!".
Os comentários foram feitos no Twitter. Trump acrescentou que Soleimani foi "direta e indiretamente responsável pela morte de milhões de pessoas", incluindo manifestantes iranianos.
"Embora o Irã nunca seja capaz de admiti-lo adequadamente, Soleimani era odiado e temido no país", afirmou Trump. "Eles não estão tão tristes quanto os líderes permitirão que o mundo exterior acredite. Ele deveria ter sido retirado há muitos anos!", defendeu.
Principal general dos EUA diz que Soleimani planejava campanha de violência contra o país
- General norte-americano Mark Milley em Palm Beach 29/12/2019 REUTERS/Tom Brenner
WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos tinham informações de inteligência "claras e não ambíguas" de que o principal general do Irã planejava uma campanha significativa de violência contra os EUA quando o país decidiu atacá-lo, disse o principal general norte-americano nesta sexta-feira, alertando que os planos elaborados pelo general iraniano Qassem Soleimani ainda podem ser executados.
O general do Exército Mark Milley, chefe do Estado Maior Conjunto dos EUA, disse a um pequeno grupo de repórteres que "compreendemos completamente as consequências estratégicas" associadas ao ataque contra Soleimani, o mais proeminente comandante militar do Irã.
Mas ele disse que o risco da inação excedia o risco de a morte do general iraniano escalar dramaticamente as tensões com Teerã.
"Há risco? Com certeza há risco! Mas estamos trabalhando para mitigá-lo", disse Milley em seu gabinete no Pentágono.
Não há ameaça atual e crível contra território dos EUA, diz Departamento de Segurança Interna
WASHINGTON (Reuters) - Não há ameaças no momento contra o território dos Estados Unidos, disse o Departamento de Segurança Interna em comunicado nesta sexta-feira, depois de um ataque aéreo norte-americano que matou um dos principais comandantes iranianos em Bagdá.
"Atualmente não há ameaças específicas e críveis contra nosso território", disse o secretário interino do departamento, Chad Wolf, acrescentando que o órgão está "pronto para enfrentar e combater toda e qualquer ameaça que a nossa pátria enfrente", e continua monitorando a situação.
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