Coronavírus sobrevive 2 horas sobre cobre e aço, informa Agência dos EUA

Publicado em 27/02/2020 21:03
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(Reuters) - O diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA (CDC), Robert Redfield, disse ao Congresso norte-americano nesta quinta-feira que a agência está avaliando agressivamente quanto tempo o coronavírus pode sobreviver e ser infeccioso nas superfícies.

"No cobre e no aço é bastante típico, são cerca de duas horas", declarou Redfield em uma audiência na Câmara dos Deputados sobre a resposta do governo ao vírus que se espalha rapidamente. "Mas direi que em outras superfícies --papelão ou plástico-- é mais longo, e estamos analisando isso."

Ele disse que infecções contraídas através de superfícies, e não pelo ar, podem ter contribuído para o surto no navio Diamond Princess.

Ainda assim, Redfield afirmou não acreditar que a transmissão em superfície impactará os embarques de carga.

Redfield também disse que a mortalidade do vírus pode ser menor fora da China.

"Nós não temos os dados, mas pelo menos suspeito que, se você observar a taxa de mortalidade desta doença fora da China, provavelmente estamos analisando agora algo em torno de 0,5%, mas, novamente, teremos que observar mais dados para realmente esclarecer isso."

A Organização Mundial da Saúde (OMS) indicou que a taxa de mortalidade na China está entre 2% e 4%. A gripe sazonal tem uma taxa de mortalidade de cerca de 0,1%, disse Redfield.

Até agora, o vírus atingiu principalmente a China, causando cerca de 80.000 infecções e mais de 2.700 mortes, segundo dados da OMS. Ele se espalhou para outros 46 países, onde foram relatados cerca de 3.700 casos e 57 mortes.

OMS lamenta chegada de coronavírus à América do Sul, confia em histórico do Brasil em lidar com epidemias

GENEBRA (Reuters) - O diretor-executivo do programa de emergências da Organização Mundial da Saúde (OMS), Mike Ryan, lamentou nesta quinta-feira a chegada do novo coronavírus à América do Sul, após a confirmação de um caso no Brasil, mas disse confiar no histórico do país em lidar com epidemias.

"É frustrante ver a América do Sul, outro continente, exposto a este vírus", disse Ryan em entrevista coletiva em Genebra.

"Acho que o Brasil tem uma história bastante sólida e orgulhosa de verdadeiramente lidar com epidemias bastante graves, se olharmos para as epidemias de dengue nos últimos anos e febre amarela. E tem claramente demonstrado capacidade de resposta em larga escala, de fato o Brasil esteve na linha de frente da resposta ao zika também", acrescentou.

Na quinta-feira o Ministério da Saúde confirmou o primeiro caso no Brasil de infecção pelo novo coronavírus, que teve origem na China, em um paciente de São Paulo, de 61 anos, que esteve na Itália, país que já registrou centenas de casos e mais de uma dezena de mortes por causa do novo coronavírus.

O novo coronavírus já infectou cerca de 80 mil pessoas em todo o mundo e matou mais de 2.700, a vasta maioria dos casos e das mortes na China, onde o vírus surgiu no final do ano passado na província central de Hubei, especialmente em sua capital Wuhan.

Fonte:
Reuters

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