Hospitais privados têm queda de ocupação de leitos
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A ocupação de leitos de hospitais privados apresentou queda em relação ao ano passado por causa da epidemia de covid-19. Este é o primeiro levantamento oficial a mostrar o que os médicos já vinham sentindo no atendimento: o cancelamento dos procedimentos eletivos e o medo de pegar o novo coronavírus afastaram as pessoas dos hospitais privados.
Os dados foram compilados pela Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), que lançou nesta terça-feira um boletim informativo com o monitoramento que vem realizando para medir os impactos da pandemia no setor. O boletim compara as taxas de ocupação dos três primeiros meses de 2019 em relação ao mesmo período deste ano.
"A gente teve mais tempo na preparação da chegada da epidemia e todos os procedimentos eletivos foram cancelados", explicou o médico Jorge Salluh, do programa de pós-graduação em clínica médica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). "Isso foi importante, num primeiro momento, para gerar uma reserva de leitos para os pacientes de covid-19, mas a ocupação acabou baixando de forma importante, bem como a receita. O mesmo aconteceu nos Estados Unidos."
Os porcentuais de ocupação geral de leitos em janeiro, fevereiro e março deste ano (66%, 58% e 50%, respectivamente) são bem menores dos que os registrados nos mesmos meses do ano passado (68%, 68% e 69%), além de seguirem caindo. O mesmo aconteceu no atendimento de emergência. Houve uma queda significativa entre fevereiro e março deste ano, de 11%, e outra maior ainda entre março e abril, de 48%.
Muitas pessoas que normalmente procurariam os hospitais estão preferindo ficar em casa, com medo de serem contaminados pelo novo coronavírus, dizem os médicos. Outra explicação: como as consultas médicas foram brutalmente reduzidas, caem também os pedidos de exame e as internações.
Já a taxa mensal de ocupação de leitos relativos à covid-19 em relação a outros procedimentos passou de 9% em fevereiro para 47% em abril. Também houve aumento do número de internações de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS) em relação ao ano passado, com curva ascendente também nos meses analisados deste ano, passando de 936 casos em janeiro para 5.432 em abril.
Estudo
O boletim foi feito com base em informações enviadas à ANS por 109 operadoras que atendem 80% do total de beneficiários do setor. Para a análise especifica da ocupação dos leitos privados, no entanto, foram coletados dados de apenas 44 dessas operadoras. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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