Ibovespa futuro tem alta discreta com exterior benigno antes de Fomc

Publicado em 16/09/2020 10:03 e atualizado em 16/09/2020 11:20 24 exibições

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O Ibovespa futuro tinha alta discreta nesta quarta-feira, em meio ao viés positivo de praças acionárias no exterior, com as atenções voltadas nesta sessão para o desfecho da reunião de política monetária do banco central norte-americano.

Por volta de 09:40, o contrato do Ibovespa que vence em 14 de outubro mostrava acréscimo de 0,14%, a 100.570 pontos.

"O movimento positivo segue dominando a dinâmica dos mercados na semana", afirmou a equipe da Guide Investimentos, destacando que o fim da reunião do Federal Reserve poderá render sinalizações importantes para a política monetária.

O encontro de dois dias é o primeiro do Fed sob uma estrutura recém-adotada que promete lançar a inflação para o patamar acima de 2% para compensar períodos, como o atual, em que está abaixo da meta.

O Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) vai divulgar seu comunicado e um resumo das novas projeções econômicas às 15h (horário de Brasília). O chair do Fed, Jerome Powell, dará entrevista à imprensa meia hora depois.

Investidores do mercado brasileiro também estão na expectativa de decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que sairá após o fechamento da bolsa.

Após cortar a taxa Selic nove vezes desde agosto do ano passado, em 450 pontos-base, o Copom deve mantê-la em 2,0% na reunião de política monetária de 15 e 16 setembro, segundo 37 dos 38 economistas consultados pela Reuters.

Em relação ao Brasil, melhora da previsão econômica para o Brasil em 2020 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), embora a estimativa para 2021 tenha piorado.

Bolsa tem instabilidade em dia de Copom, Fed e de vencimento de opções

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Com poucos indicadores macroeconômicos no radar na manhã desta quarta-feira, 16, o Ibovespa fica de lado, alternando leve alta e baixa, enquanto as bolsas em Nova York mantém valorização moderada desde a abertura. Nem mesmo a valorização em torno de 2% do petróleo, após dias de perdas, anima as ações da Petrobras e, consequentemente o Ibovespa. Além disso, o recuo de 3,36% no minério de negociado no porto chinês de Qingdao no fechamento hoje, a US$ 124,20 a tonelada, empurra as ações de mineradoras e siderúrgicas para baixo.

"O mercado aqui está sem 'drive', deve seguir lá fora", acrescenta Luiz Roberto Monteiro, operador da mesa institucional da Renascença DTVM.

Às 10h35, as bolsas norte-americanas subiam entre 0,20% e 0,37%. O Ibovespa tinha queda de 0,11%, aos 100.185,01 pontos, na mínima, após máxima aos 100.663,36 pontos. O dólar à vista caía 0,38%, a R$ 5,2691.

Vale lembrar que hoje tem vencimento de opções sobre índice, o que pode contribuir para certo marasmo e instabilidade.

Porém, fica no radar a expectativa com relação às definições do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos). Embora espera-se manutenção das respectivas taxas de juros, em 2,00% no Brasil e na faixa de 0% a 0,25% nos EUA, o investidor aguarda o comunicado para saber os próximos passos das autoridades monetárias, sobretudo neste momento em que as economias lutam para acelerar o processo de retomada após o choque da covid-19.

"As decisões devem dar um pouco o tom nos mercados, principalmente à tarde", diz Eduardo Watanabe, sócio da CMS Invest, ressaltando que o foco do investidor ficará principalmente nos comunicados do Copom e do Fed, já que a expectativa é de manutenção das taxas de juros em ambos os casos Além disso, é grande a expectativa pelas palavras do presidente do BC americano, Jerome Powell, logo depois da decisão, às 15 horas, sobretudo após adotar meta de inflação média.

"No Brasil, o Banco Central deve deixar a Selic em 2,00% ao ano, o que significará o fim de nove cortes juro. Já quanto ao Fed, espera-se que reitere que continuará com a política expansionista, seguindo com estímulos, já que a demanda ainda não está tão aquecida", afirma Watanabe.

Nesta manhã, as vendas do varejo norte-americano decepcionaram, ao apresentarem alta de 0,6% em agosto ante julho, contra expectativa de crescimento de 1,1%. Após o resultado, os índices no pré-mercado de Nova York desaceleraram a valorização, levando junto o Ibovespa futuro. Por isso, as palavras de Poweel também serão acompanhadas com afinco, já que o Fed ainda divulgará novas projeções econômicas para os EUA.

Na seara corporativa, destaque para a Petrobras que iniciou fase vinculante para a venda de fatia no bloco Tayrona, em Guajira, na Colômbia, e ainda aos blocos exploratórios, pertencentes às concessões no Espírito Santo.

Já quanto à Klabin, parecer da Superintendência-Geral do Cade autoriza aquisição da International Paper, enquanto acionistas da Raia Drogasil aprovaram desdobramento de ações na razão de cinco para uma. As ações da rede de drogarias subia 1,24%, enquanto Unit de Klabin cedia 0,47%. Petrobras PN subia 0,14% e ON, 0,09%. Já Vale ON cedia 1,98%

 

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Fonte:
Reuters

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