RTI sugere Selic estável em 2% nos próximos meses, avalia Bradesco

Publicado em 24/09/2020 12:01 19 exibições

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O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) sugere que a taxa básica de juros, a Selic, deve se manter estável em 2,0% nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), avalia o Bradesco. No documento, o banco destacou a inclusão de projeções de inflação para 2023.

O banco nota que, apesar do cenário de alta de preços livres em 2020 e 2021, as projeções para a inflação continuam alinhadas com as metas nestes anos. "Já para 2022 e 2023, as projeções indicam maior risco de a inflação ficar até mesmo acima da meta, o que sugere haver pouco espaço para retomada do processo de queda de juros, caso o cenário de recuperação se confirme", diz relatório do Bradesco.

Para a instituição financeira, a revisão da projeção de PIB de 2020 por parte do BC, de queda de 6,4% para contração de 5,0%, incorporou a percepção de que a retomada da atividade acontece de forma mais rápida que o esperado, embora com diferenças setoriais.

--"Avaliamos que se o nosso cenário de continuidade da retomada da atividade econômica se materializar, ainda que com diferenças regionais e setoriais, o BC tende a manter a Selic no atual patamar de 2% nos próximos meses", conclui o documento.

Ibovespa tenta recuperação moderada diante de cautela externa

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O Ibovespa sobe na manhã desta quinta-feira, 24, tentando alguma recuperação, depois de fechar no nível de 95 mil pontos na véspera, apesar do tom negativo externo, onde prevalecem preocupações acerca de novos impactos de uma segunda onda de covid-19 na Europa sobre a economia mundial. Neste cenário de incertezas sobre a retomada da atividade global, autoridades têm reforçado a importância de novos estímulos, sendo o mais aguardado nos EUA, onde republicanos e democratas custam a chegar a um acordo.

Hoje, os pedidos de auxílio-desemprego mostram números piores que o esperado. Houve aumento de 4 mil na semana encerrada no dia 19, a 870 mil, ficando acima do esperado no mercado, de 850 mil. Além disso, o total de pedidos da semana anterior foi revisado para cima, de 860 mil para 866 mil. Por isso, é aguardada com expectativa as palavras do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), Jerome Powell, esta manhã.

Após a divulgação, os índices futuros em Nova York acentuaram a queda e o Ibovespa futuro desacelerou a alta até migrar para o negativo novamente, para depois, ficar instável. "Era a pimentinha que faltava, mas o mercado ainda está morno mais para o negativo. Vai esperar o Powell", afirmou o estrategista-chefe do Grupo Laatus, Jefferson Laatus.

Para o especialista de investimentos da Portofino Multi Family Office, Thomás Gilbertoni, com a segunda onda de covid-19 ganhando corpo na Europa, crescem as incertezas sobre o impacto desse avanço na economia global. E esse temor foi reforçado, de certa forma, por Poweel, que tem reforçado a necessidade de aprovação do pacote fiscal. "Isso parece ser cada vez mais importante", disse.

Já no Brasil, o especialista avalia que o clima um pouco menos tumultuado entre o ministro da Economia, Paulo Guedes, e o Congresso pode contribuir para um quadro menos negativo na Bolsa Além disso, cita o processo de retomada em vigor da economia interna como outro ponto favorável. "Ainda tem o fato de que alguns papéis ficaram interessantes para o investidor. Aqui, atingiu o piso mais rápido durante a pandemia do que lá fora por causa dos problemas locais, como o fiscal", observou Gilbertoni

A despeito da queda em torno de 0,70% do petróleo no mercado internacional, o minério de ferro negociado no porto chinês de Qingdao, fechou em alta de 0,75%, a US$ 114,67 a tonelada, o que pode limitar ou até mesmo contribuir para ganhos na B3.

Às 10h51, o Ibovespa subia 0,81%, aos 96.512,91 pontos. Ontem, terminou em queda de 1,60%, aos 95.734,82 pontos.

Fonte:
Estadão Conteúdo

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