Trump tuíta de hospital após ser internado por Covid: "Estou bem, eu acho"

Publicado em 02/10/2020 16:39 e atualizado em 03/10/2020 18:58 283 exibições

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se manifestou pela primeira vez, após ser internado no hospital militar Walter Reed, na noite de ontem, diagnosticado com a covid-19. Pelo Twitter, o republicano publicou na madrugada deste sábado (horário de Brasília) a seguinte mensagem: "Estou bem, eu acho. Obrigado a todos!".

Antes de ser encaminhado ao hospital, que fica nos arredores de Washington, Trump já havia publicado um vídeo, na mesma rede social, dizendo que "achava que estava muito bem" e que a internação foi feita para garantir que "tudo dê certo".

Apesar de estar internado, Trump não passou o exercício do cargo para o vice-presidente Mike Pence. Em plena campanha eleitoral pela reeleição, o presidente americano vai despachar diretamente do hospital.

O seu adversário, o democrata Joe Biden, desejou melhoras a Trump e à primeira-dama Melania, que também testou positivo para o novo coronavírus. "Jill (mulher de Biden) e eu enviamos nossos votos para uma pronta recuperação ao presidente Trump e à primeira-dama Melania Trump. Vamos continuar rezando pela saúde e segurança do presidente e sua família", escreveu Biden no Twitter.

Casa Branca diz que Trump está num hospital militar por precaução, após diagnóstico de covid

O presidente americano, chegou ao Centro Médico Walter Reed na noite desta sexta-feira, 2. O presidente, de 74 anos, apresentou sintomas leves, como cansaço e febre, pela manhã, e ficará internado pelos próximos dias, informou a Casa Branca.

Um pouco antes, o médico da Casa Branca Sean Conley explicou que o presidente estava "cansado", mas de "bom humor" e recebeu uma dose de um tratamento experimental com um coquetel sintético de anticorpos contra o coronavírus. 

--"Ele está sendo avaliado por uma equipe de especialistas e juntos eles vão emitir suas recomendações sobre os próximos passos a serem seguidos pelo presidente e pela primeira-dama", acrescentou o médico, em comunicado.

De acordo com a porta-voz, a internação segue recomendação de médicos e ocorrerá por "abundância de cautela". McEnany informou que o presidente está em "bom estado" e apresenta sintomas leves.

Reuters: Trump está  numa instalação médica militar por precaução, diz autoridade da Casa Branca

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WASHINGTON (Reuters) - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi transferido para um hospital militar para tratamento depois de ser diagnosticado com Covid-19, informou a Casa Branca nesta sexta-feira, enquanto o governo e a campanha eleitoral tentam se ajustar a mais uma turbulência em seu mandato.

Cerca de 17 horas depois de anunciar que tinha testado positivo para coronavírus, Trump caminhou lentamente da Casa Branca até um helicóptero que o aguardava para ser levado ao Centro Médico Militar Nacional Walter Reed em Bethesda, Maryland. Ele usava máscara e terno e não falou com os jornalistas.

"Acho que estou indo muito bem, mas vamos garantir que as coisas funcionem", disse o presidente em um breve vídeo postado no Twitter.

Trump, de 74 anos, ficará em uma suíte especial no centro médico pelos próximos dias como medida de precaução, disse a secretária de imprensa da Casa Branca Kayleigh McEnany.

"Por excesso de cautela e por recomendação de seu médico e especialistas médicos, o presidente trabalhará nos escritórios presidenciais do Walter Reed nos próximos dias", afirmou ela em um comunicado.

Trump está com febre baixa, de acordo com fonte familiarizada com o assunto. O médico da Casa Branca Sean P. Conley escreveu em um memorando que ele está "cansado, mas de bom humor".

Este é o mais recente revés para o presidente republicano, que está atrás do rival democrata, Joe Biden, nas pesquisas de opinião antes da eleição presidencial de 3 de novembro.

Trump, que minimizou a ameaça da pandemia de coronavírus desde o início, escreveu no Twitter mais cedo nesta sexta-feira que ele e sua esposa, Melania, estavam entrando em quarentena após teste positivo para o vírus, que matou mais de 200.000 norte-americanos e afetou gravemente a economia dos EUA.

Trump é um paciente de alto risco por causa de sua idade e peso. Ele manteve-se aparentemente com boa saúde durante seu mandato, mas não é conhecido por fazer exercícios regularmente ou seguir uma dieta saudável.

Conley disse que Trump recebeu uma única dose do coquetel de anticorpos policlonais da Regeneron, uma técnica usada para tratar uma ampla gama de doenças. Os dados são limitados sobre sua eficácia para Covid-19, mas o chefe de doenças infecciosas dos EUA, dr. Anthony Fauci, está entre aqueles que afirmam que ela é promissora.

Trump também está tomando zinco, vitamina D, famotidina, melatonina e uma aspirina diária.

A doença do presidente afetou sua campanha de reeleição faltando apenas 31 dias para o dia da votação. Sua equipe eleitoral disse que irá adiar comícios e outros eventos que ele deveria participar, ou realizá-los online.

Biden retirou do ar os anúncios que atacavam Trump, mas, por outro lado, continuou sua campanha após um teste negativo para o vírus.

Preços do petróleo caem 4% após Trump contrair Covid e economia dar sinais de oscilação

NOVA YORK (Reuters) - Os preços do petróleo recuaram mais de 4% nesta sexta-feira e engataram a segunda semana consecutiva de perdas, depois de o presidente norte-americano Donald Trump testar positivo para Covid-19, pressionando os ativos de risco, em momento em que o aumento da produção global da commodity já ameaça sobrecarregar a lenta recuperação do mercado.

Tanto o Brent, valor de referência internacional, quanto o WTI, cotado nos Estados Unidos, registraram a segunda semana de quedas.

A incerteza em relação à saúde de Trump se uniu a uma série de fatores de nervosismo, como um relatório de emprego com poucos destaques nos EUA e a elevação do bombeamento de petróleo por alguns grandes produtores globais.

"Foi uma semana difícil, e agora o diagnóstico do presidente causa calafrios nos mercados", disse John Kilduff, sócio da Again Capital em Nova York. "A pandemia de Covid-19 pesou mais sobre o mercado do petróleo do que sobre qualquer outra classe de ativos."

Nesta semana, o mundo atingiu a marca sombria de 1 milhão de mortos pelo coronavírus, enquanto muitos países apertam as restrições e contemplam novos "lockdowns" à medida que o número de infecções acelera.

O petróleo Brent fechou em queda de 1,66 dólar, ou 4,1%, a 39,27 dólares por barril, acumulando perda de 7% na semana. Já o petróleo dos EUA recuou 1,67 dólar, ou 4,3%, para 37,05 dólares o barril, cedendo 8% na semana.

Wall St fecha em baixa após Trump testar positivo para coronavírus

NOVA YORK (Reuters) - As ações dos Estados Unido fecharam em baixa nesta sexta-feira, quando a notícia de que o presidente dos EUA, Donald Trump, testou positivo para Covid-19 colocou investidores em modo aversão a risco e aumentou as crescentes incertezas em torno da iminente eleição.

As ações de tecnologia pesaram mais nos índices, mas as perdas do Dow Jones foram mitigadas por ganhos em ações sensíveis aos ciclos econômicos.

Apesar da queda desta sexta-feira, o S&P e o Nasdaq ganharam 1,5% na semana, enquanto o Dow encerrou a sessão 1,9% acima do fechamento da última sexta-feira.

Trump escreveu no Twitter na noite de quinta-feira que havia contraído o coronavírus e seria colocado em quarentena, aumentando as incógnitas para um já volátil mercado.

Mas as ações reduziram as perdas depois que a Casa Branca deu garantias de que Trump, apesar de apresentar sintomas leves, não está incapacitado.

"Isso injeta mais incerteza no resultado da eleição", disse Roberto Perli, chefe de pesquisa de política global da Cornerstone Macro, em Washington. "Minha leitura é que os mercados têm ultimamente demonstrado uma aversão principalmente à incerteza, não tanto à vitória de um ou outro candidato."

As ações também receberam um breve impulso após o anúncio da presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, de que um acordo para fornecer mais 25 bilhões de dólares em assistência governamental para a indústria aérea era "iminente".

"Os mercados também estão prestando atenção à probabilidade de que outro pacote de estímulo seja aprovado em breve", acrescentou Perli. "Se isso acontecer, poderá compensar, pelo menos em parte, a incerteza gerada pelas notícias do Covid."

Os democratas da Câmara aprovaram um pacote de ajuda fiscal de 2,2 trilhões de dólares na quinta-feira, mas é improvável que o projeto passe pelo Senado, controlado pelos republicanos.

As disputas partidárias sobre o tamanho e os detalhes de uma nova rodada de estímulo estagnaram, mais de dois meses depois que os benefícios emergenciais de desemprego expiraram para milhões de norte-americanos.

Dados divulgados na sexta-feira mostraram que a recuperação do mercado de trabalho pode estar perdendo fôlego. A economia dos EUA criou 661 mil empregos em setembro, menos do que o esperado e a menor abertura de vagas desde a recuperação começou, em maio.

O Dow Jones caiu 0,48%, para 27.682,81 pontos, o S&P 500 perdeu 0,96%, para 3.348,44 pontos, e o Nasdaq caiu 2,22%, para 11.075,02 pontos.

Dólar renova máxima desde maio ante real com exterior e atritos internos

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SÃO PAULO (Reuters) - O dólar à vista fechou em leve alta ante o real nesta sexta-feira, revertendo queda de mais cedo, enquanto no mercado futuro a moeda acelerou os ganhos perto das 17h, num pregão de força da moeda norte-americana no mundo depois de o teste positivo do presidente Donald Trump para o coronavírus levantar mais incertezas sobre o rumo da campanha eleitoral na maior economia global.

Ruídos em torno de temas fiscais no Brasil persistiram, o que contaminou também a bolsa e os juros futuros. O mercado futuro de dólar piorou o sinal perto do fechamento das operações no mercado à vista, em torno de 17h, em meio a declarações do ministro da Economia, Paulo Guedes, sobre o chefe da pasta do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho.

A jornalistas, Guedes disse não acreditar que Marinho havia falado mal dele, mas que, caso isso tenha acontecido, o ministro do Desenvolvimento Regional "é despreparado, é desleal e é o fura-teto".

A reação de Guedes veio após circularem nas mesas de operação relatos de que Marinho teria criticado Guedes em conversa com profissionais do mercado nesta quinta e dito também que o Renda Cidadã sairia de qualquer jeito --na leitura do mercado, mesmo à custa do descumprimento do teto de gastos.

O mercado reagiu mal porque o conjunto de notícias evidenciava o nível de embate entre a equipe econômica e integrantes do governo sobre como financiar um novo programa de transferência de renda em discussão no governo, o Renda Cidadã.

Na segunda-feira passada, o anúncio de que o programa seria bancado também com recursos de precatórios e do Fundeb causou alvoroço entre investidores, provocando forte alta do dólar, queda da bolsa e acentuado aumento de prêmio no mercado de renda fixa.

Nesta sexta, o dólar à vista subiu 0,24%, a 5,6669 reais na venda, após cair 0,80% na mínima da sessão. É o maior patamar desde 20 de maio.

Na semana, a cotação ganhou 2,04%. Em 2020, dispara 41,22%.

Na B3, o dólar futuro saltava 0,77%, 5,6920 reais, por volta de 17h45, renovando máximas do dia. O mercado futuro de câmbio encerra às 18h (de Brasília).

O mercado teme que a pressão por mais despesas vinda de dentro do governo leve a um rompimento do teto de gastos em 2021, minando ferramenta que é considerada uma das mais importantes em termos de sinalização de compromisso com as contas públicas.

Nos bastidores, o entendimento é que Marinho tem exercido pressão por mais gastos e que estaria contando com aval do presidente Jair Bolsonaro, cuja relação com Guedes estaria mais estremecida.

O real, mais uma vez, teve um dos piores desempenhos globais nesta sessão. O Morgan Stanley comentou em relatório que a causa dessa "underperformance" é de ordem fiscal.

"Um fechamento acima de 5,68 reais confirmaria o 'momentum' negativo (para o real) e abriria a porta para um empurrão em direção à maçaneta de 6,00 reais", disseram estrategistas do banco, citando que o real quebrou um suporte técnico contra um de seus principais rivais, o peso mexicano, ficando aquém de 3,90 pesos por real.

Bolsonaro deseja rápida recuperação a Trump e Melania

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(Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro desejou nesta sexta-feira uma rápida recuperação ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e sua mulher, que testaram positivo para Covid-19.

"Desejo rápida recuperação ao presidente dos EUA, Donald Trump, e à primeira-dama, Melania", disse Bolsonaro em publicação em rede social.

"Com fé em Deus, logo estarão recuperados e o trabalho na condução de seu país e sua campanha de reeleição não serão prejudicados", acrescentou o presidente brasileiro.

"Vocês vencerão e sairão mais fortes, para o bem dos EUA e do mundo", concluiu.

Segundo informações de autoridades do governo norte-americano, Trump, que busca ser reeleito presidente, apresentava sintomas leves da doença. Mas no final da tarde, como medida de precaução, ele foi transferido para uma suíte especial no Centro Médico Militar de Walter Reed, em Bethesda, Maryland, pelos próximos dias.

O próprio Bolsonaro já contraiu a Covid-19 e não chegou a apresentar sintomas mais graves da doença, tendo se recuperado plenamente.

 

Fonte:
Reuters

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