Dólar sobe a R$ 5,58 com ambiente externo arisco

Publicado em 13/10/2020 18:34 e atualizado em 13/10/2020 19:31 127 exibições

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O dólar fechou em alta contra o real nesta terça-feira, com investidores locais retornando de um feriado e repercutindo a força global da divisa norte-americana, em meio a receios sobre os rumos da pandemia no mundo e seus impactos sobre a economia global.

O dólar à vista subiu 0,98%, a 5,5811 reais na venda. A cotação oscilou entre alta de 1,81% (a 5,627 reais) e variação negativa de 0,07% (para 5,5229 reais).

"A cautela dos investidores reflete a divulgação de balanços corporativos nos EUA, as dificuldades de um desfecho nas negociações do Brexit e as notícias sobre a paralisação de testes da vacina de uma grande empresa global", disse o Bradesco em nota.

A Johnson & Johnson informou nesta terça-feira que demoraria alguns dias até que um comitê de monitoramento de segurança avalie os testes clínicos de sua candidata a vacina contra coronavírus, após anunciar que o estudo fora suspenso devido a uma doença em um participante.

A medida preocupa o mercado num momento em que mais países europeus anunciam novas medidas de restrição, em meio ao crescimento de novos casos de Covid-19 por lá, o que pode enfraquecer a instável recuperação econômica.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) até melhorou as previsões para a economia global, mas alertou que as perspectivas estão piorando para muitos mercados emergentes. O Brasil sofrerá queda menos acentuada em sua economia em 2020, de 5,8%, diferença significativa em relação à estimativa de junho, de contração de 9,1%.

No plano doméstico, a terça-feira contou com venda de 560 milhões de dólares pelo Banco Central em leilão de moeda à vista, na primeira operação do tipo desde 28 de setembro.

O leilão do BC ocorreu no mesmo dia em que a Petrobras informou início de uma oferta de recompra de títulos pela subsidiária Petrobras Global Finance, num montante total dispendido de 2 bilhões de dólares.

A recompra dos papéis implica pagamento em dólar aos credores, o que indica fluxo de saída de capital, reduzindo a oferta de moeda no país e, assim, exercendo pressão de alta sobre o dólar.

Ibovespa fecha em alta com Magazine Luiza renovando recorde a R$ 104

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SÃO PAULO (Reuters) - O Ibovespa fechou acima dos 98 mil pontos nesta terça-feira pela primeira vez desde meados de setembro, com papéis do Magazine Luiza entre as maiores contribuições positivas, tendo renovado cotação recorde antes de novo desdobramento da ações.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa teve alta de 1,05%, a 98.502,82 pontos. A última fez que havia fechado acima dos 98 mil pontos foi em 18 de setembro, a 98.289,71 pontos.

O volume financeiro da sessão somou 26 bilhões de reais, contra média diária em 2020 de cerca de 29 bilhões de reais.

"O fluxo hoje, apesar de pequeno, foi bem distribuído entre institucionais pessoas físicas e alguma coisa de estrangeiro também", observou o diretor de investimentos da Kilima Gestão de Recursos, Eduardo Levy.

Ele ponderou, contudo, que o estrangeiro tem ficado de fora da bolsa e que é preciso acompanhar se o movimento nesta sessão foi uma demanda pontual ou uma tendência, sendo um fator importante para a recuperação dos preços até o fim do ano.

De acordo com dados da B3, o fluxo de capital externo no mercado secundário de ações está negativo em mais de 88 bilhões de reais em 2020, considerando números até 8 de outubro.

A volta após fim de semana prolongado também refletiu ajustes mirando os vencimentos de opções sobre o Ibovespa e do índice futuro na quarta-feira e ao movimento dos ADRs brasileiros na véspera, quando não houve negociação na B3 por feriado no país.

Investidores do mercado brasileiro ainda monitoram a temporada de balanços no país, com CSN abrindo o calendário das companhias listadas no Ibovespa com resultado na quinta-feira, após o fechamento da sessão.

Agentes financeiros citaram comentários sobre a proposta de reforma tributária entre os componentes para o desempenho do Ibovespa na sessão, principalmente em razão das preocupações do efeito do calendário eleitoral na agenda de reformas.

Entre eles, agradou sinalização do presidente da comissão mista do Congresso sobre a reforma tributária, senador Roberto Rocha (PSDB-MA), de que tem a intenção de votar a proposta no colegiado até 10 de dezembro.

No exterior, Wall Street fechou no vermelho após começar a semana mais forte, diante da interrupção dos testes da vacina para o Covid-19 em desenvolvimento pela Johnson & Johnson, enquanto Apple recuou em sessão com apresentação do iPhone 12.

DESTAQUES

- MAGAZINE LUIZA ON saltou 5,96%, para a máxima histórica de fechamento de 104 reais, no último pregão antes do desdobramento da ações na proporção de 1 por 4, chegando a um valor de mercado de quase 169 bilhões de reais. Ações atreladas ao comércio eletrônico foram destaque mesmo com o início no país do Prime Day da Amazon.com. B2W avançou 6,73% e VIA VAREJO ON subiu 2,8%. Em Nova York, MERCADO LIVRE fechou com elevação de 4,39%.

- PETROBRAS PN ganhou 1,67%, encontrando suporte na alta dos preços do petróleo no exterior, que influenciados por dados robustos da China.

- ITAÚ UNIBANCO PN cedeu 0,96%, enquanto BRADESCO PN teve acréscimo de 0,58%, em sessão mista para os papéis de bancos.

- VALE ON subiu 0,88%, no fim de sessão volátil, com outros papéis do setor de metais também abandonando a fraqueza do começo do dia. Em relatório, o Credit Suisse disse ver o setor siderúrgico com crescimento sequencial de lucros mais significativo, alimentado por forte recuperação na demanda doméstica associada a aumentos de preços. E empresas expostas a minério de ferro e cobre também devem se beneficiar de preços mais altos das commodities após forte atividade econômica na China nos últimos meses, afirmaram.

- EMBRAER ON caiu 2,99%, em meio a ajustes após subir mais de 5% nos últimos dois pregões. Investidores aguardam a divulgação sobre entregas e backlog da fabricante de aviões, que costuma sair antes do balanço, agendado para 28 de outubro.

- GRUPO MATEUS ON fechou em baixa de 0,33%, a 8,94 reais, em sua estreia na B3, após o grupo varejista precificar seu IPO na última quinta-feira a 8,97 reais por ação, no piso da faixa indicativa, e levantar 4,6 bilhões de reais. Na máxima, porém, o papel chegou a 9,45 reais.

Fonte:
Reuters

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