Ibovespa recua com preocupações sobre retomada de economias

O tom negativo prevalecia na bolsa paulista nesta quinta-feira, com o aumento de casos de Covid-19 na Europa e novas medidas restritivas combinados com sinais pouco animadores sobre novos estímulos fiscais nos Estados Unidos no curto prazo renovando apreensões sobre a recuperação das economias.
A agenda brasileira corroborava as vendas. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), cresceu 1,06% em agosto na comparação com julho, de acordo com dado dessazonalizado, mas ficou abaixo das expectativas, de alta de 1,60%.
Às 11:18, o Ibovespa caía 0,91 %, a 98.428,86 pontos. A queda vem após dois pregões de alta, em que acumulou elevação de 1,9%. O volume financeiro era de 5,5 bilhões de reais.
Na visão da Guide Investimentos, os mercados refletem a piora do quadro sanitário na Europa e reinstalação de medidas restritivas. "No pano de fundo, resultados corporativos mistos, ausência de suporte fiscal nos EUA e anseios quanto ao Brexit produzem volatilidade adicional", acrescentou.
Em Wall Street, o S&P 500 recuava 0,8%, com um salto inesperado nos pedidos semanais de auxílio-desemprego exacerbando os temores de uma recuperação econômica estagnada, um dia após o secretário do Tesouro do país esfriar esperanças de mais estímulo fiscal antes da eleição.
Para o chefe de pesquisa de estratégia em ações do Julius Baer, Patrik Lang, apesar do aumento significativo de novas infecções, novos bloqueios em grande escala ainda são improváveis e medidas direcionadas em combinação com normas comportamentais devem ser suficientes para conter o vírus.
"Esperamos que a recuperação econômica global continuamos e positivos em relação a ações", acrescentou.
DESTAQUES
- PETROBRAS PN e PETROBRAS ON recuavam 2,25 e 2,4%, respectivamente, acompanhando o forte declínio dos preços do petróleo no exterior, onde o Brent caía 2,6%, a 42,21 dólares o barril. PETRORIO ON cedia 5,24%.
- VALE ON perdia 1,05%, contaminada pelas preocupações com o crescimento. No setor de mineração e siderurgia, CSN subia 1,68% antes do balanço, previsto para após o fechamento do mercado.
- B3 ON recuava 2%, entre as maiores perdas, após forte alta na véspera. Ainda no setor financeiro, ITAÚ UNIBANCO PN caía 0,8% e BRADESCO PN cedia 0,62%, também afetados pelo viés mais vendedor.
- JBS ON avançava 5,63%, ainda apoiada por acordo de sua controladora com a justiça norte-americana, que ajuda a abrir caminho para os planos da JBS em abrir capital de suas operações internacionais nos Estados Unidos.
- MAGAZINE LUIZA ON retomava o viés positivo e subia 0,59%, após figurar entre as maiores perdas na véspera. B2W ON valorizava-se 0,86%, enquanto VIA VAREJO ON mostrava queda de 0,26%.
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