Preço da gasolina nos postos sobe pelo 5º mês em outubro e retoma nível de março

Publicado em 31/10/2020 06:33 154 exibições

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SÃO PAULO (Reuters) - O preço médio da gasolina comum nos postos de combustíveis do Brasil subiu 0,93% em outubro ante setembro, engatando o quinto mês consecutivo de altas, disse nesta sexta-feira a empresa de soluções de gestão de frotas ValeCard.

De acordo com levantamento da companhia, o valor médio da gasolina atingiu 4,599 por litro em outubro, nível praticamente igual ao verificado no levantamento de março (4,598 reais), mês em que os impactos da pandemia de coronavírus começaram a ser sentidos no país.

A ValeCard destacou em comunicado que os preços da gasolina recuaram entre janeiro e maio deste ano, mas desde então passaram a subir. No período de maio a outubro, que reflete a flexibilização das medidas de isolamento no Brasil, as cotações acumularam alta de 14,69%.

As mínimas do ano, ainda segundo a ValeCard, foram registradas justamente em maio, quando o preço médio do litro atingiu 4,01 reais, diante dos impactos da pandemia sobre o consumo. Já as máximas são ainda de janeiro, quando a cotação média figurava em 4,762 reais por litro.

"Em outubro, conforme a ValeCard, a maior alta do preço no país foi registrada no Distrito Federal (+3,41%). Por outro lado, a Bahia registrou a maior queda no valor do combustível no período (-0,96%)", disse a empresa.

"Rio Branco tem o preço mais alto entre as capitais. As capitais com preços mais baixos são Salvador e Curitiba", acrescentou.

A Petrobras promoveu três reajustes no preço médio da gasolina em suas refinarias em outubro: no dia 9, uma alta 4%, que foi seguida por duas reduções --uma de 4%, no dia 15, e outra de 5%, na última segunda-feira.

No acumulado de 2020, o preço da gasolina praticado pela estatal apura queda de 13,7%, mas também opera distante das mínimas, registradas em meados de abril, quando o litro chegou a custar menos de 1 real.

O repasse dos reajustes dos combustíveis nas refinarias aos consumidores finais nos postos não é garantido, e depende de uma série de questões, como margem da distribuição e revenda, impostos e adição obrigatória de etanol anidro e biodiesel.

Produção de biodiesel do Brasil cresce 8,5% em 2020, diz Abiove

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SÃO PAULO (Reuters) - A produção de biodiesel do Brasil terminará 2020 com um total de 6,4 bilhões de litros, alta de 8,5% em relação a 2019 e nível recorde para um ano, disse nesta sexta-feira a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

A consolidação do volume vem após a homologação dos resultados do 76º Leilão de Biodiesel, realizado pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no último dia 23, que negociou 1,1 bilhão de litros para atender à demanda obrigatória do último bimestre deste ano.

"Mesmo diante de um cenário de incertezas como o que vivemos em 2020, em meio a uma pandemia que impactou a vida de pessoas e empresas no mundo todo, o Brasil encerrará o ano como o terceiro maior produtor de biodiesel", disse em nota o economista-chefe da Abiove, Daniel Furlan Amaral.

Para ele, o recorde de produção faz com que o setor saia fortalecido de 2020 e se prepare para elevar a participação do biodiesel na matriz energética do Brasil, projetando a transição para o B13 --mistura de 13% ao diesel-- no ano que vem.

O setor tem enfrentado recentemente os altos preços da soja, matéria-prima da maior parte do biodiesel produzido no Brasil, diante do nível reduzido dos estoques locais após firmes exportações na temporada, o que consequentemente impacta no valor do biocombustível.

Nesta semana, o preço da oleaginosa no porto de Paranaguá, um dos referenciais do Brasil, superou 166 reais por saca, renovando uma máxima recorde. Em 2020, a cotação da soja apagou um recorde de 2012, segundo indicador do centro de estudos Cepea.

No 76º leilão, a ANP reduziu temporariamente a mistura obrigatória de biodiesel no diesel de 12% para 11%, com o objetivo de amenizar a alta das cotações.

A Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis), por exemplo, defende que a mistura seja reduzida para 8% nos próximos leilões, indicando que o alto custo do biocombustível afeta o preço do diesel nas bombas.

A Abiove disse apoiar um diálogo aberto com o governo e as distribuidoras de combustíveis para adequar o funcionamento dos leilões em meio às incertezas econômicas deste ano.

"Trabalhamos para corrigir rotas que prejudicaram a segurança da comercialização... O resultado é que encerramos o L76, o último do leilão do ano, sem surpresas, com previsibilidade de demanda e garantia de entrega", afirmou Amaral.

A Abiove lembrou ainda que o crescimento do biodiesel ainda estimulou o processamento da soja e a produção de rações para o setor de proteína animal, sendo que a indústria de oleaginosas deve encerrar o ano também com recorde de moagem, totalizando 44,6 milhões de toneladas.

Fonte:
Reuters

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