Trump entra com ações judiciais em pelo menos 5 Estados e quer parar apuração

Publicado em 05/11/2020 14:40 e atualizado em 05/11/2020 15:11 523 exibições

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Em desvantagem na apuração das eleições dos Estados Unidos, a campanha do presidente americano, Donald Trump, entrou com ações judiciais em pelo menos cinco Estados para questionar o processo de contagem de votos.
O republicano tem alegado fraude nas cédulas entregues pelo correio, com objetivo de favorecer o candidato do Partido Democrata, Joe Biden.

"Parem a contagem", escreveu Trump, no Twitter, nesta quinta-feira, 5.

Advogados do presidente concentram a maior parte da atenção à Pensilvânia, onde a Justiça aceitou pedido um pedido da legenda governista para garantir que seus observadores acompanhem a tabulação dos votos.

Um outro processo tenta impedir que o Estado aceite votos por correio que foram recebidos depois da última terça-feira, mesmo que tenham sido enviados na quarta.

No Michigan, Trump pediu a paralisação da apuração, sob argumento de que representantes do partido não tiveram acesso à contagem.

Já na Geórgia, a campanha solicitou a possibilidade monitorar a situação no condado de Cantham, mas o pleito foi rejeito por um juiz.

Em Nevada, o argumento é de que cerca de 10 mil pessoas votaram mesmo sem morar no Estado.

Já no Wisconsin, onde a vitória de Biden foi confirmada, representantes de Trump reivindicar a recontagem dos votos, o que deve acontecer entre os dias 10 e 17 de novembro.

Juíz rejeita ação judicial da campanha de Trump na Geórgia

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Um juiz do Estado americano da Geórgia rejeitou uma ação do Partido Republicano estadual e da campanha do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que pedia para que a Justiça garantisse que o condado de Cathan siga as regras de apuração de votos por correio. O magistrado não forneceu explicação para a decisão.

O processo levantou preocupações sobre 53 cédulas que os observadores disseram não fazer parte de um lote original de cédulas. Os funcionários eleitorais do condado testemunharam que todas as 53 cédulas foram recebidas dentro do prazo. Fonte: Associated Press.

EUA: Biden corta vantagem de Trump na Georgia

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O candidato do Partido Democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, cortou a vantagem do atual presidente, Donald Trump, na Georgia, de acordo com dados da Edison Research. Com cerca de 96% das cédulas apuradas, o republicano tem 49,6% dos votos, ante 49,2% - uma diferença, portanto, de apenas 0,4 ponto porcentual. Na noite de quarta-feira, a margem era superior a 1 ponto.

Por outro lado, Biden perdeu terreno no Arizona, onde aparece com 50,5% dos votos, ante 48,1% do oponente. A Associated Press e a Fox News projetaram que o postulante democrata sairá vitorioso no Estado, mas outros veículos evitaram fazer tal declaração, porque acreditam que ainda é possível Trump conquistar a liderança. Até agora, aproximadamente 86% das urnas foram tabuladas.

Na Pensilvânia, onde a apuração está parada desde a noite de quarta, com 89% dos votos contabilizados, Trump lidera por uma margem de cerca de 164 mil votos. A maior partes das mais de 400 mil cédulas ainda não processadas estão na região da Filadélfia, que tende a favorecer os democratas.

Já em Nevada, quem está na dianteira é Biden, com 49,3%, ante 48,7% de Trump. Cerca de 12% das urnas não foram abertas e autoridades locais prometem divulgar mais resultados na tarde desta quinta-feira, 5.

O vencedor precisa ultrapassar a marca de 270 votos no colégio eleitoral. Se Biden confirmar o favoritismo e conquistar os 11 delegados do Arizona e os 6 de Nevada, ele será eleito. Além disso, o ex-vice-presidente também pode triunfar se conquistar os 20 votos da Pensilvânia. Trump, por sua vez, tem desafio mais árduo: precisa vencer na Pensilvânia, na Georgia, na Carolina do Norte, no Arizona e em Nevada.

Resultados em Geórgia e Nevada podem decidir eleição dos EUA nesta quinta-feira

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A contagem dos votos da Eleição americana entra em seu terceiro dia com o resultado de seis Estados ainda tentando definir o vencedor. No entanto, a decisão pode ser definida ainda nesta quinta-feira, 5, a depender dos resultados em Nevada e Geórgia, e da confirmação do Arizona, antes mesmos dos demais Estados concluírem suas apurações.

A definição antecipada seria possível em caso de vitória do candidato democrata Joe Biden em pelo menos dois desses três Estados. Para o republicano Donald Trump, o caminho é mais difícil: é necessário vencer na Geórgia, na Carolina do Norte e na Pensilvânia e virar o resultado em Nevada.

Projeções já apontam Biden como vencedor no Arizona, mas com uma vantagem de 2,4% e um porcentual de 86% de votos apurados, uma vitória de Donald Trump ainda é possível - mesmo sendo tida como improvável.

Autoridades do condado de Maricopa - um dos mais importantes do Estado - anunciaram que vão divulgar uma nova atualização dos resultados apenas na noite desta quinta, o que faz com Nevada e Geórgia possam definir a eleição pró-Biden antes disso.

A Geórgia tinha 95% dos votos apurados até o início da manhã desta quinta, apontando vantagem momentânea para Trump (49,6% contra 49,1% de Biden). Em Nevada, a vantagem era do democrata (49,3% a 48,7%). A vitória nos dois Estados acrescentaria 22 delegados na conta de Biden, que superaria a margem mínima de 270 para ser eleito.

Protesto no Arizona

Uma multidão de apoiadores de Donald Trump, alguns armados com rifles e revólveres, se reuniu em frente a um centro eleitoral no Arizona na noite desta quarta-feira, 4, após rumores não comprovados de que os votos para o presidente republicano deliberadamente não foram contados. Cantando frases como "Pare de roubar!" E "Conte meu voto", os manifestantes, em sua maioria sem máscara de proteção contra a covid-19, ficaram em frente ao Departamento Eleitoral do Condado de Maricopa, em Phoenix.

Cenários para Trump

A situação do presidente americano alcançar a reeleição é mais complicada. Para chegar ao mínimo de 270 delegados, Trump teria que conquistar todos os Estados em que lidera no momento (Carolina do Norte, Geórgia e Pensilvânia) e "roubar" pelo menos um dos Estados em que Biden está com a vantagem - Arizona ou Nevada.

Portanto, a confirmação de uma vitória de Trump ainda nesta quinta-feira dependeria, inicialmente, da conclusão da apuração de pelo menos quatro dos seis Estados restantes, confirmando a vitória do republicano. (Com agências internacionais).

Campanha de Biden diz estar 'absolutamente confiante' na vitória nos EUA

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O comando da campanha do candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, Joe Biden, voltou a demonstrar nesta quinta-feira, 5, confiança em uma vitória na acirrada disputa com o presidente atual, Donald Trump. Chefe da campanha, Jen O'Malley Dillon disse estar "absolutamente confiante" em um resultado positivo, enquanto acusou os republicanos de lançar disputas judiciais "sem mérito" contra a apuração para "criar uma imagem falsa" sobre o processo.

"As ações buscadas por Trump na Justiça são apenas distração", comentou Dillon, durante entrevista coletiva virtual.

Segundo a campanha democrata, os republicanos não terão sucesso em suas tentativas de interromper a contagem.

Também presente na coletiva, Bob Bauer, conselheiro da campanha, lembrou que a apuração é uma questão de cada Estado, por isso não haveria motivo para o Departamento de Justiça intervir no assunto.

Questionado sobre essa possibilidade, Bauer disse não ver nenhuma movimentação nesse sentido por parte do órgão.

Dillon, por sua vez, afirmou não saber de qual Estado pode vir a vitória de Biden. Nesta quinta, ela disse esperar algumas atualizações na apuração que serão favoráveis ao democrata.

A chefe da campanha mostrou confiança em uma vitória no Arizona por "algumas dezenas de milhares de votos", mas disse também que o resultado final nesse Estado pode surgir apenas na sexta-feira

Na Carolina do Norte, Dillon mostrou menos otimismo, ao notar que o quadro é "apertado" - Trump está à frente na apuração nesse Estado.

Fonte:
Estadão Conteúdo

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