China aumenta subsídio de energia renovável em quase 5% para 2021
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(Reuters) - O Ministério das Finanças da China disse nesta sexta-feira que estabeleceu o subsídio de energia renovável do país para 2021 em 5,95 bilhões de iuanes, um acréscimo de 4,9% em relação a este ano, graças a um grande aumento na alocação de projetos solares.
O subsídio se destinará a fazendas eólicas, geradores de energia de biomassa e operadores de energia solar distribuída, além de projetos solares para propósitos de alívio da pobreza, em 14 regiões chinesas, de acordo com um comunicado da Plataforma Pública Central de Orçamento e Contas Finais.
Neste ano, a China, a maior consumidora de energia do mundo, reduziu o subsídio em cerca de 30% em reação ao ano anterior visando suspender o financiamento de grandes produtores de eletricidade de fontes renováveis para fazê-los competir com instalações movidas a carvão e chegar a uma paridade de preços na rede elétrica.
Mas um grande aumento de novas instalações --em um cenário de queda acentuada nos custos de fabricação de componentes de energia renovável-- deixou o Ministério das Finanças com um acúmulo de subsídio que se acredita que chegará a até 300 bilhões de iuanes até o final de 2020.
Os operadores de fazendas eólicas e os geradores de biomassa viram seu subsídio geral para 2021 diminuir em 24,3% e 18,5% na comparação anual, respectivamente, ou em 2,31 bilhões de iuanes e 59,78 milhões de iuanes.
Mas o total de subsídios para projetos solares foi estabelecido em 3,38 bilhões de iuanes, um aumento de 56,8% em relação a este ano.
A China almeja atingir um pico de emissões de dióxido de carbono até 2030 e alcançar a neutralidade de carbono antes de 2060.
(Por Tom Daly e Muyu Xu)
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