Tribunal dos EUA rejeita ação eleitoral na Pensilvânia; Trump diz que irá recorrer à Suprema Corte

Publicado em 28/11/2020 16:38 e atualizado em 29/11/2020 09:49 849 exibições

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(Reuters) - Um tribunal federal de apelações rejeitou na sexta-feira uma tentativa do presidente dos EUA, Donald Trump, de impedir que o presidente eleito Joe Biden seja declarado vencedor na Pensilvânia, o que representa outro revés significativo para a busca de Trump de anular a eleição de 3 de novembro.

“Eleições livres e justas são a força vital da nossa democracia. As acusações de injustiça são graves. Mas chamar uma eleição de injusta não significa que a seja”, escreveu Stephanos Bibas em nome de um painel de três juízes.

"As acusações exigem alegações específicas e, em seguida, provas. Não temos nenhuma aqui", escreveu Bibas, que foi indicado por Trump.

A campanha eleitoral de Trump e seus apoiadores tentaram e não conseguiram convencer os juízes de irregularidades eleitorais em Michigan, Geórgia, Arizona e Nevada, locais fundamentais para a vitória de Biden.

"Os eleitores, não os advogados, escolhem o presidente. Cédulas, não declarações, decidem as eleições", disse o parecer do tribunal de apelações.

"Vamos à SCOTUS! (Suprema Corte dos EUA)", escreveu Jenna Ellis, uma advogada da equipe eleitoral de Trump, no Twitter, após a decisão, referindo-se a um recurso planejado para a Suprema Corte. "A máquina judiciária ativista na Pensilvânia continua encobrindo as alegações de fraude em massa."

A Pensilvânia certificou nesta semana a vitória de Biden, que ganhou no Estado por 80.000 votos. De acordo com a lei da Pensilvânia, o candidato que conquista o voto popular no Estado obtém todos os 20 votos eleitorais do Estado.

O republicano Trump tem se recusado a admitir a derrota para seu rival democrata e continua alegando, sem mostrar evidências, fraude eleitoral generalizada.

Plano de vacina toma forma nos EUA enquanto restrições continuam

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WASHINGTON (Reuters) - Autoridades de saúde dos Estados Unidos realizarão uma reunião de emergência na próxima semana para recomendar que uma vacina contra o coronavírus que aguarda aprovação seja dada primeiro a profissionais de saúde e pessoas em instituições de cuidado de longa permanência.

A reunião, anunciada na sexta-feira por um comitê de imunizações do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, sugere que a Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) pode estar perto de autorizar a distribuição do tão esperado medicamento, pelo menos àqueles considerados mais vulneráveis.

A United Airlines começou a movimentar os embarques da vacina, desenvolvida pela Pfizer, em voos fretados para garantir que ela possa ser distribuída rapidamente assim que for aprovada, segundo uma pessoa a par do assunto.

O Comitê Consultivo sobre Práticas de Imunização do CDC votará na terça-feira para recomendar que a FDA permita que profissionais de saúde e instalações de cuidados de longo prazo sejam os dois primeiros grupos a receber a vacina, disse uma porta-voz do CDC.

Um sinal verde para qualquer vacina seria uma boa notícia para os norte-americanos, no momento em que os líderes políticos têm determinado medidas cada vez mais agressivas para conter a disseminação do vírus.

Autoridades de saúde do condado de Los Angeles proibiram na sexta-feira todas as reuniões públicas e privadas por pelo menos três semanas e pediram aos moradores que fiquem em casa o máximo possível.

Fonte:
Reuters

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