Biden vai caminhar, não correr, com acordos comerciais em meio a tensões EUA-China

As relações entre os Estados Unidos e a China permanecerão tensas uma vez que o presidente norte-americano, Joe Biden, não deve se apressar para fechar novos acordos ou reduzir tarifas sobre a China, mesmo que esteja disposto a se dedicar ao comércio multilateral, disseram economistas e estrategistas.
Depois da postura de "América Primeiro" do ex-presidente Donald Trump, o governo Biden assumiu a política de "Compre a América" para federal.
Isso significa continuidade das tensões, disse Rashmi Banga, economista sênior da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, ao Reuters Global Market Forum.
Ela previu que os Estados Unidos não mudarão suas políticas na rivalidade tecnológica em curso com a China, que tem um grande peso global na tecnologia digital e em serviços.
Dado o seu papel fundamental na guerra tecnológica sino-americana, Alastair Newton, cofundador e diretor da Alavan Business Advisory, aulasu Taiwan como "o ponto de ignição mais perigoso do mundo".
"Não estou prevendo uma guerra lá no curto a médio prazo, mas o risco de um erro de cálculo não é desprezível", disse ele.
De forma mais pacífica, Newton espera que Biden trabalhe com o presidente chinês, Xi Jinping, em questões como mudança climática e o Irã.
Os pactos comerciais também vão pressionar os Estados Unidos a se engajarem, disse Wendy Cutler, ex-representante comercial assistente no Escritório do Representante de Comércio dos EUA.
Os pactos incluem uma Parceria Regional de Cooperação Econômica (RCEP, na sigla em inglês), que é vista como uma alternativa apoiada pela China ao Acordo Abrangente e Progressivo para a Parceria Transpacífica (CPTPP, na sigla em inglês), e é apontado como o maior acordo de livre comércio do mundo.
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