Isenção de impostos federais no diesel deve custar cerca de R$3 bi em 2 meses, estima XP

A decisão do governo do presidente Jair Bolsonaro de zerar por dois meses, a partir de 1º de março, a cobrança de impostos federais que incidem sobre o diesel combustível vai representar uma renúncia de receitas no período de 3 bilhões de reais, segundo primeira estimativa realizada pela XP Investimentos, tendo como base os atuais níveis de preço e volume de vendas.
Apesar de a medida ter sido anunciada na noite de quinta-feira por Bolsonaro em uma transmissão pela rede social, o Ministério da Economia até o início da tarde desta sexta-feira ainda não havia divulgado um cálculo do impacto da medida para os cofres públicos nem informações sobre como a desoneração será compensada.
A XP informou que o impacto no gás de cozinha --o presidente também anunciou ter zerado para sempre os impostos federais no insumo-- tende a ser pequeno, embora a corretora ainda não havia finalizado as contas.
No informe, a XP observa que o mais relevante é que "o atual arcabouço fiscal brasileiro não permite tal medida sem compensação".
"O Poder Executivo, mediante Decreto, pode reduzir as alíquotas das contribuições para o PIS e para a Cofins sobre combustíveis. No entanto, há necessidade de adoção de medidas compensatórias para atender o art. 14 da LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal). A redução só poderá entrar em vigor quando implementadas as medidas compensatórias, por meio de ato(s) concreto(s)", destacou.
O mercado tem reagido fortemente nesta sexta-feira às declarações dadas pelo presidente sobre a Petrobras na véspera. As ações da petrolífera registram forte queda no pregão.
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