Pedidos de auxílio-desemprego dos EUA caem mais do que o esperado

WASHINGTON (Reuters) - Menos norte-americanos entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada em meio à queda das infecções por Covid-19, mas as perspectivas de curto prazo para o mercado de trabalho não estão claras depois que as tempestades de inverno devastaram a região Sul do país em meados deste mês.
Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego totalizaram 730 mil em dado ajustado sazonalmente na semana encerrada em 20 de fevereiro, em comparação com 841 mil na semana anterior, informou o Departamento do Trabalho dos EUA nesta quinta-feira. Economistas consultados pela Reuters previam 838 mil solicitações na última semana.
As solicitações estão fora de sincronia com uma melhora nas condições econômicas gerais, conforme a onda de inverno (no Hemisfério Norte) do coronavírus recua e 900 bilhões de dólares em ajuda adicional diante da pandemia, fornecidos pelo governo no final de dezembro, circulam pela economia.
Os casos diários de coronavírus e hospitalizações caíram para níveis vistos pela última vez antes dos feriados de Ação de Graças e Natal nos Estados Unidos, permitindo que mais empresas de serviços reabram. As vendas no varejo subiram à maior taxa em sete meses em janeiro. A percepção dos consumidores sobre o mercado de trabalho também melhorou neste mês.
Os pedidos persistentemente altos foram parcialmente atribuídos a fraudes no Estado de Ohio. Uma escassez global de chips semicondutores forçou fechamentos temporários e reduções de turno em algumas fábricas de montagem de veículos motorizados. Na próxima semana, as solicitações de auxílio-desemprego podem ser impulsionadas pelo clima agressivo no Sul do país, que deixou grande parte do Texas sem energia elétrica e sem água por dias.
Embora os pedidos tenham caído de um recorde de 6,867 milhões atingido em março passado, quando a pandemia abalou as regiões costeiras dos Estados Unidos, eles permanecem acima do pico de 665 mil atingido durante a Grande Recessão de 2007-09.
Um ressurgimento das infecções por Covid-19 no final do ano passado e os atrasos no fornecimento de mais estímulos fiscais minaram um impulso considerável para a economia no quarto trimestre, confirmaram outros dados nesta quinta-feira.
O Produto Interno Bruto cresceu a uma taxa anualizada de 4,1%, disse o Departamento de Comércio dos EUA em sua segunda estimativa do PIB do quarto trimestre. Essa foi uma leve revisão para cima em relação ao ritmo de 4,0% registrado no mês passado. A economia cresceu a uma taxa recorde de 33,4% no terceiro trimestre de 2020.
As dificuldades da economia nos últimos três meses de 2020 já ficaram, em sua maioria, para trás. A forte recuperação das vendas no varejo e o enorme pacote de recuperação de 1,9 trilhão de dólares do presidente Joe Biden, que está ganhando força no Congresso dos EUA, levaram os economistas a elevar suas estimativas de crescimento para o primeiro trimestre para até de 6%, ante taxas que chegaram a 2,3%.
0 comentário
EUA veem Brasil como parceiro "muito promissor" em minerais críticos, diz secretário
Wall Street recua após dados fortes de emprego abalarem apostas no corte de juros do Fed
Ibovespa ultrapassa 190 mil pela 1ª vez embalado por estrangeiros
Dólar cai ao menor valor desde maio de 2024 em meio a forte fluxo estrangeiro para a bolsa
Taxas de DIs curtas caem após comentários de Galípolo, enquanto longas sobem com exterior
Índice STOXX 600 atinge recorde com alta de ações de energia e papéis de tecnologia e finanças caem