Capital do Paraguai tem fogo, fumaça e tiros , após resposta à pandemia gerar protestos

Publicado em 06/03/2021 18:55 397 exibições

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ASSUNÇÃO (Reuters) - Manifestantes entraram em conflito com a polícia na capital do Paraguai, Assunção, na noite de sexta-feira, após a irritação pela maneira como o governo está lidando com a pandemia chegar às ruas e forçar a renúncia da principal autoridade sanitária do país.

Forças de segurança atiraram balas de borracha e gás lacrimogêneo contra a multidão de centenas reunida em torno do prédio do Congresso, enquanto manifestantes furaram barreiras de segurança, queimaram barricadas nas ruas e atiraram pedras na polícia.

Os protestos, que tornaram o centro histórico da capital em um campo de batalha com fogo, fumaça e tiros, eclodiram entre crescente revolta pelas taxas de infecções recordes por coronavírus e hospitais à beira do colapso.

“É uma pena que jovens tenham ido longe demais. São pessoas que buscam apenas a destruição”, afirmou o ministro do Interior, Arnaldo Giuzzio, à emissora de televisão Telefuturo. “Esta violência não faz sentido”.

Na sexta-feira, o ministro da Saúde, Julio Mazzoleni, renunciou um dia depois de parlamentares pedirem sua saída.

Paraguayans protest against President Mario Abdo Benitez's health policies in Asuncion

© CESAR OLMEDO 

Paraguaios pedem renúncia de presidente por omissão na pandemia; veja vídeo (poder360)

Centenas de pessoas no centro de Assunção, capital do Paraguai, em protestos contra o presidente Mario Abdo. O ato foi marcado por confrontos com a polícia

Centenas de paraguaios protestaram nessa 6ª feira (5.mar.2021) contra o presidente, Mario Abdo Benítez, pela má gestão da pandemia de covid-19. Os manifestantes pedem a saída de Marito, como é conhecido.

O grupo gritou palavras de ordem em frente ao Palácio Legislativo em Assunção, capital do país, e também em frente ao Palácio do Governo. Em vídeos do protesto, é possível ouvir o grupo gritar “Fuera, Marito!”. Assista:

CONFRONTO COM A POLÍCIA

Os protestos começaram pacíficos, mas evoluíram para conflito com agentes de segurança. A polícia usou balas de borracha e bombas de gás lacrimogênio, deixando manifestantes feridos. Prédios e carros foram vandalizados.

A Central de Polícia foi atacada por um grupo encapuzado. Vários agentes foram feridos no confronto e os policiais pediram rendição.

MINISTRO DA SAÚDE RENUNCIA

Na 5ª feira (4.mar) os senadores emitiram uma resolução exigindo a saída do ministro da Saúde, Julio Mazzoleni. Ele chegou a dizer que não deixaria o cargo, mas cedeu e renunciou na 6ª feira (5.mar): “Combinamos juntos que deixo o cargo do Ministério da Saúde Pública para gerar a paz de que precisamos para enfrentar este desafio”, afirmou o agora ex-ministro.

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Julio Mazzoleni, até então ministro da Saúde do Paraguai, disse na véspera da sua renúncia que não aceitaria o pedido do LegislativoReprodução/Facebook @Ministerio de Salud Paraguay – 4.mar.2021

PANDEMIA NO PARAGUAI

O país tem pelo menos 165.811 casos de covid-19 e 3.278 mortos, de acordo com o painel Worldometer consultado às 8h25 deste sábado (6.mar.2021). Profissionais de saúde afirmam que faltam medicamentos e insumos nos hospitais.

A vacinação começou para profissionais de saúde em 22 de fevereiro. Cerca de 39.000 paraguaios já se registraram para receber a imunização, mas o país aplicou apenas 1.775 doses.

Equador recebe doação de 20.000 doses de vacina contra Covid-19 do governo chileno

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QUITO (Reuters) - O presidente do Equador, Lenín Moreno, afirmou neste sábado que recebeu doação do governo chileno de 20.000 doses de vacina contra Covid-19 do laboratório Sinovac, que serão utilizadas para imunizar os funcionários da saúde.

O país andino havia vacinado quase 65.000 pessoas com a primeira dose da farmacêutica Pfizer até sexta-feira, especialmente funcionários da saúde e idosos em casas de repouso, e espera iniciar a imunização em massa em abril, de acordo com a disponibilidade dos laboratórios, segundo o governo.

“As relações bilaterais geram grandes frutos! O governo do Chile entregou 20 mil vacinas da Sinovac ao Equador para os funcionários da saúde”, escreveu Moreno em sua conta no Twitter. “Esta é uma demonstração de solidariedade entre países”.

O Ministério da Saúde afirmou que o órgão sanitário regulador emitiu a certificação e autorização para a entrada da vacina CoronaVac, do laboratório Sinovac, em território equatoriano.

“Esta vacina conta com aprovação para uso emergencial dos Centros de Alta Vigilância de Referência Regional habilitados pela Organização Mundial da Saúde”, afirmou, em comunicado.

O lote de vacinas doadas pelo governo chileno se junta às 20 milhões de doses já compradas para inocular entre 60% e 70% da população maior de 18 anos durante 2021.

O Equador fechou no mês passado um acordo com o laboratório Sinovac para adquirir 2 milhões de doses que serão entregues entre março e abril deste ano.

O governo disse que em março chegarão 1,3 milhão de doses de vacinas da Pfizer, Sinovac e da iniciativa COVAX, liderada pela OMS. Em maio se somará ao cronograma a farmacêutica AstraZeneca.

O Equador registra mais de 290.000 contágios e cerca de 16.000 muertes confirmadas e prováveis por coronavírus, segundo dados oficiais.

Na Venezuela, Nicolás Maduro é vacinado contra a covid-19

Tomou a 1ª dose da Sputnik V; Momento foi transmitido na TV (Poder360)

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, de 58 anos, foi vacinado neste sábado (6.mar.2021) contra a covid-19, doença causada pelo novo coronavírus. O mandatário tomou a 1ª dose da Sputnik V, fórmula produzida na Rússia. Sua mulher, Cilia Flores, também foi imunizada.

As imagens foram transmitidas pela TV estatal do país. Maduro não se queixou da aplicação, disse ter se sentido “bem“. De acordo com o governo venezuelano, 100 mil doses da Sputnik foram recebidas. Desse total, cerca de 60.000 já foram aplicadas. Além do imunizante russo, a Venezuela dispõe de 500 mil doses da vacina produzida pela Sinopharm, da China.

O consórcio internacional Covax Facility, da OMS (Organização Mundial da Saúde), fechou acordo para fornecer ao país de 1,4 a 2,4 milhões de doses do imunizante produzido pela AstraZeneca em parceria com a Universidade de Oxford.

De acordo com a plataforma Worldometers, a Venezuela já contabiliza 141.356 casos confirmados de covid-19, com 1.371 mortes. Os números são questionados.

 

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Fonte:
Reuters/Poder360

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