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Março deve manter umidade no Centro-Oeste e Sudeste, mas preocupa no Sul, aponta Inmet

Publicado em 25/02/2026 17:19 e atualizado em 25/02/2026 18:18
Previsão climática indica cenário favorável para soja, milho e cana em boa parte do país, enquanto temperaturas elevadas e menos chuva no Sul exigem atenção

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A previsão climática para março no Brasil indica contrastes importantes entre as regiões produtoras. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Centro-Oeste e o Sudeste devem manter condições favoráveis ao desenvolvimento das principais culturas, enquanto o Sul pode enfrentar restrição hídrica e impactos nas lavouras em fase final.

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Previsão de desvios de (a) precipitação (mm) e (b) temperatura média do ar (°C) do modelo climático do INMET para o mês de março de 2026.

No Centro-Oeste, a expectativa é de chuvas próximas ou acima da média, combinadas a temperaturas elevadas em grande parte da região. Segundo o Inmet, esse cenário tende a favorecer a manutenção da umidade do solo e a sustentação das lavouras de primeira safra, como soja e algodão. A disponibilidade hídrica também deve contribuir para o estabelecimento das culturas de segunda safra — milho, sorgo, feijão e algodão — sobretudo nas áreas onde o plantio ocorre dentro da janela recomendada.

Por outro lado, o instituto alerta que as temperaturas mais altas podem elevar a evapotranspiração e acelerar o consumo de água no solo, exigindo atenção redobrada em áreas com menor capacidade de retenção hídrica.

No Sudeste, as chuvas previstas na maior parte da região devem manter níveis adequados de umidade no solo. Conforme análise do Inmet, a condição favorece o desenvolvimento da cana-de-açúcar, além das lavouras de soja e do milho segunda safra. O cenário também tende a sustentar o vigor das pastagens, com reflexos positivos para a pecuária.

Já na Região Sul, o mês de março deve ser marcado por volumes de chuva ligeiramente abaixo da média e temperaturas acima do padrão climatológico, especialmente no centro-norte do Paraná. De acordo com o Inmet, essa combinação pode elevar a evapotranspiração e reduzir a disponibilidade de água no solo, prejudicando lavouras em estágios finais do ciclo e limitando o desenvolvimento do milho e do feijão de segunda safra.

Na Região Norte, a previsão indica volumes de chuva próximos ou acima da média, com temperaturas do ar dentro da normalidade. Conforme o Inmet, esse quadro deve favorecer a reposição e manutenção dos estoques de água no solo, contribuindo para o bom desenvolvimento vegetativo da soja, especialmente no Tocantins e no sudeste do Pará.

Por fim, na Região Nordeste, são esperadas chuvas acima da média e temperaturas dentro ou ligeiramente acima da climatologia, sobretudo no oeste da Bahia e em áreas do Vale do São Francisco pernambucano. Segundo o Inmet, essas condições tendem a favorecer a recuperação parcial da umidade do solo e a reduzir o estresse hídrico em áreas de sequeiro, contribuindo para o desenvolvimento das lavouras temporárias e para a manutenção das pastagens, principalmente onde houve restrição de chuva nos meses anteriores.

 

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Fonte:
Notícias Agrícolas

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