Governo Bolsonaro distribuirá 11 milhões de vacinas na próxima semana, diz Queiroga
O governo federal irá distribuir 11 milhões de doses de vacinas contra a covid na próxima semana (de 28.mar.2021 a 2.abr.2021). A informação foi divulgada pelo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, neste sábado (11.mar.2021) em entrevista à Globonews.
“Esta semana [serão distribuídas] 11 milhões de vacinas. Elas já chegaram, vão ser distribuídas para os estados segundo critérios do Plano Nacional de Imunização”, disse Queiroga. As vacinas que serão distribuídas serão são a CoronaVac, produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, e o imunizante de Oxford/Astrazeneca, fabricada pela Fiocruz.
O número de doses que cada Estado irá receber não foi divulgada. O governo as distribui de forma proporcional à população de cada unidade da Federação. O Poder360 questionou o Ministério da Saúde sobre o número de vacinas que será distribuída para cada um dos Estados, mas não obteve resposta até a publicação deste post.
A plataforma do SUS sobre a vacinação contra a covid mostra que 33.66.976 doses de vacinas já foram distribuídas aos Estados. Isso não representa necessariamente a quantidade de doses que já foram distribuídas aos municípios, já que depende do esforços dos governos estaduais em redistribuir as unidades que chegaram da União. O painel foi atualizado às 17h37 deste sábado (21.mar.2021).
Segundo a plataforma CoronavirusBra1, o país já usou 19.952.550 das doses que adquiriu. O Brasil aplicou a 1ª dose em 15.273,114 pessoas e a 2ª em 4.679.436.
Na entrevista, o ministro da Saúde voltou a afirmar que pretende que o país vacine 1 milhão de pessoas por dia no começo de abril. Também disse que irá conversar com representantes dos Estados Unidos e China nos próximos dias. Diz que tentará viabilizar o envio de mais doses para o Brasil.
“EUA e China são parceiros importantes do Brasil, que têm um potencial de produção de vacinas. Nós estamos dialogando com eles como sempre fizemos”, declarou Queiroga.
Variante de Manaus atinge 64% dos infectados na capital paulista (Agencia Brasil)
A variante de Manaus do novo coronavírus, conhecida por P1, é a principal em circulação na capital paulista, de acordo com amostras coletadas para um estudo realizado pela Prefeitura de São Paulo e pelo Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (USP).

De 73 amostras colhidas de pessoas infectadas no município, 64,4% eram da variante de Manaus, ou seja, 47 pacientes testaram positivo para a variante P1. As amostras testadas com a P1 eram de diferentes partes da cidade: zona norte (10), zonas leste e sudeste (9 confirmações em cada uma), zona oeste (8) e centro (7). Cinco amostras, representando um percentual de 6,8%, demonstraram infecção pela variante do Reino Unido, a B.1.1.7. Do total das amostras, 71,2% revelaram essas duas novas linhagens do vírus.
A diretora da Divisão de Vigilância Epidemiológica do município, Selma Anequini Costa, disse que, independentemente da variante que está circulando, é importante que a população siga as medidas que evitam a contaminação pela covid-19: o distanciamento social, o uso correto de máscara e a higiene de mãos.
“A forma de transmissão é a mesma, mas não sabemos como se comportam essas variantes em termos de capacidade de transmissão, então precisamos tomar muito mais cuidado agora. E [não sabemos] quantas outras [variantes] poderão vir se a gente não interromper essa transmissão e não cuidar. Então está na mão da população nos ajudar também para que a gente consiga diminuir esse número de casos”, disse Selma.
Ela reforçou que a circulação da variante P1 ela está em todo o município de São Paulo, em todas as regiões, e que as ações estão sendo aprimoradas a partir de estudos como este. “Importante manter esses estudos na cidade para a gente enxergar o que está acontecendo e acompanhar com as decisões em tempo oportuno.”
Fiocruz avança nos estudos da criação de 4 vacinas brasileiras
Duas delas são só brasileiras; Já foram testadas em animais; Duas em parceria internacional

A Fiocruz trabalha em 4vacinas brasileiras
A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) trabalha em 4 projetos de vacinas próprias contra o novo coronavírus. Em 2 desses projetos, a fundação produzirá imunizante 100% brasileiros, da pesquisa à produção. As outras duas vacinas são produzidas em cooperação internacional.
O 1º projeto é conduzido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos/Fiocruz) para o desenvolvimento de uma vacina sintética para o novo coronavírus (Sars-CoV-2).
“A forma sintética da vacina foi escolhida por ser mais rápida, em comparação às metodologias tradicionais, pelo custo reduzido de produção, pela estabilidade da vacina para armazenagem e por não precisar de instalações de biossegurança nível 3 para as primeiras etapas de desenvolvimento (sendo necessárias somente a partir dos estudos pré-clínicos)“, afirma nota da Fiocruz.
Neste projeto, o imunizante contém pequenas partes de proteínas do vírus capazes de induzir a produção de anticorpos no processo de defesa do organismo.
Na 2ª vacina em desenvolvimento, a Friocruz injeta as proteínas S e N do SARS-CoV-2 no corpo humano, que produzirá as defesas contra o coronavírus. A proteína S é a que forma a coroa de espinhos que dão nome ao coronavírus, e a proteína N compõe o núcleo do vírus. As duas vacinas já passaram pelo teste em animais, “as duas vacinas já foram aprovadas na fase de imunogenicidade e toxicidade em animais, e produziram resposta imune sem prejudicar a saúde dos mesmos” disse a fundação em nota.
Agora, a fundação trabalha para identificar a vacina mais promissora para seguir para os testes clínicos e, posteriormente, oferecer à população brasileira.
Além destes, a Fiocruz também atua em outras duas parcerias internacionais de pesquisa e produção de vacinas, ambas com tecnologia de última geração. Um deles é para a produção de uma vacina baseada em RNA, em colaboração com uma empresa nacional e outra americana, que está em vias de entrar em fase clínica I no Brasil.
O outro imunizante é de célula T, de defesa contra vírus, baseada em peptídeos sintéticos em nanopartículas de ouro, que está sendo desenvolvido junto a uma empresa do Reino Unido, com estudos clínicos de fase I em andamento na Suiça.
BUTANVAC
O Instituto Butantan desenvolveu uma vacina contra a covid-19, a ButanVac. Essa é a 1ª vacina brasileira contra a doença causada pelo coronavírus. O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), e o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas, anunciaram a produção nesta 6ª feira (26.mar.2021).
Assista ao momento do anúncio (2min50s):
Apesar de ter dito que a vacina era completamente nacional, o Instituto Butantan admitiu que utilizou tecnologia norte-americana para obter o vetor viral da ButanVac.
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