Estudo confirma eficácia de 50,7% da CoronaVac, inclusive para variantes (no Poder360)

Publicado em 11/04/2021 16:51 374 exibições

Um estudo publicado neste domingo (11.abr.2021) na plataforma científica SSRN demonstrou que a eficácia geral da CoronaVac é de 50,7% conta a covid-19. Os resultados ainda não foram avaliados por outros cientistas, o que é necessário para serem considerados válidos. Mas os números são similares aos apresentados pelo Instituto Butantan em janeiro de 2021.

A CoronaVac, vacina contra a covid-19, foi desenvolvida em parceria da farmacêutica chinesa Sinovac com o Butantan. Atualmente, ela é o principal imunizante na campanha de imunização brasileira. A vacina da AstraZeneca também é aplicada no país.

O estudo de fase 3 (íntegra, em inglês – 1,4 MB) tem como foco avaliar a eficácia e a segurança da vacina. A pesquisa foi comandada por Ricardo Palacios, diretor de Estudos Clínicos do Butantan. Realizado entre 21 de julho e 16 de dezembro de 2020, o estudo reuniu 12.369 voluntários. Todos eram profissionais de saúde saudáveis do Brasil.

Os testes confirmaram a segurança do imunizante. A principal reação adversa registrada foi dor no local da aplicação da injeção. Entre os voluntários que receberam a vacina, 77,1% afirmaram sentir dor. Já entre quem recebeu placebo, 66,4% relataram o mesmo. O estudo foi feito de forma que os voluntários não soubessem se tinham recebido a vacina ou o placebo.

Sobre a eficácia, o estudo mostrou que, apesar da eficácia geral pouco acima do necessário (50%) para uma vacina ser considerada eficaz, a CoronaVac impede a morte de pessoas infectadas pelo coronavírus. A eficácia contra casos moderados e graves da covid-19 é de 100%. Já para casos leves, mas que precisam de assistência médica, é de 83,7%.

O estudo contou ainda com um subgrupo para analisar a eficácia da vacina contra 3 variantes: a de Manaus (P.1), a do Rio de Janeiro e a B.1.128 (linhagem “mãe” da P.1). De acordo com os testes, a vacina da CoronaVac permite que o corpo humanos desenvolva anticorpos para as variantes. Não houve alterações significativas no nível de proteção.

Outro estudo, comandado pelo grupo Vebra Covid-19, já tinha identificado que a vacina era efetiva contra a variante P.1. As análises dessa outra pesquisa levaram em conta testes de 67.718 profissionais de saúde de Manaus. A eficácia encontrada foi de 50%, número próximo ao da eficácia geral verificada pelo Butantan.

O resultado com variantes é importante porque elas têm maior potencial infeccioso. A P.1, por exemplo, foi encontrada em 91% dos casos de covid-19 em São Paulo, segundo dados divulgados na 6ª feira (11.abr). Esse percentual era de 0% há 12 semanas.

Brasil chega à marca de 30 milhões de vacinas aplicadas contra a covid

23,1 milhões receberam a 1ª dose; 7 milhões tomaram a 2ª unidade; Há 17 milhões disponíveis nas UFs (Poder360)

O Brasil chegou neste sábado (10.abr.2021) à marca de 30 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 aplicadas no país. Até as 22h, eram 23.097.018 as pessoas que receberam ao menos a 1ª dose. A 2ª dose foi aplicada em 6.987.008 pessoas. Ao todo, foram 30.084.026 doses administradas.

Os dados são das plataformas coronavirusbra1 e covid19br, que compilam dados das secretarias estaduais de Saúde.

O governo federal distribuiu 47,5 milhões de vacinas às unidades da Federação até este sábado (10.abr.2021), segundo o Localiza SUS. Há 17,4 milhões de doses disponíveis para serem aplicadas.

O número de pessoas que receberam ao menos uma dose da vacina representa 10,8% da população, segundo a projeção de habitantes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) para 2021. Os que receberam as duas doses são 3,3%.

A quantidade de pessoas que receberam a 2ª dose no Brasil equivale a 30% dos que tomaram a 1ª. As vacinas que estão em uso são a CoronaVac e a de Oxford/AstraZeneca. Ambas são administradas em duas doses.

As secretarias de Saúde notificaram 539.448 novas aplicações neste sábado (10.abr). O número não diz respeito necessariamente às doses aplicadas no dia. Pode englobar doses que foram administradas em dias anteriores e só informadas neste dia.

A média de notificações diárias nos últimos 7 dias foi de 786.937. É a mais alta desde o começo da vacinação no Brasil (iniciada em 17 de janeiro).

O Poder360 apresenta alguns destaques sobre a situação dos Estados e o Distrito Federal:

  • 1ª dose: proporcionalmente, Rio Grande do Sul foi o que mais vacinou. Administrou pelo menos a 1ª dose em 14,5% dos habitantes. Em números totais, São Paulo está na frente: fez a 1ª aplicação em ao menos 5,4 milhões de pessoas.
  • 2ª dose: São Paulo também tem o maior número absoluto de segundas doses administradas: 2,2 milhões. Mato Grosso do Sul tem a maior cobertura vacinal do país. O Estado aplicou duas doses em 5% da população.

Eis os números de vacinados por Estado:

AS VACINAS

Eis a taxa de eficácia e o intervalo entre doses seguido no Brasil:

  • CoronaVac: tem eficácia de 50% e tem intervalo de 2 a 4 semanas entre as 2 doses;
  • Oxford/AstraZeneca: eficácia de 76% e intervalo de 8 a 12 semanas entre doses.

Outras duas vacinas podem ser usadas no Brasil: a da Pfizer, que já tem registro definitivo no país; e a da Janssen, que tem autorização para uso emergencial. A vacina da Janssen é aplicada em dose única. A da Pfizer requer duas aplicações. Contudo, ainda não há doses disponíveis de nenhum dos 2 imunizantes no Brasil.

OS DADOS

Os dados divulgados neste post são das plataformas coronavirusbra1 e covid19br, que compilam os números de vacinação divulgados pelas secretarias estaduais de Saúde.

O Ministério da Saúde também dispõe de uma plataforma que divulga dados sobre a vacinação: o Localiza SUS. Contudo, os números demoram mais para serem atualizados.

A plataforma do ministério depende de os Estados e municípios preencherem os dados –de acordo com os critérios do governo federal– e os enviem à pasta. Quando uma dose é aplicada, as cidades e os Estados têm 48h para informar esse dado ao ministério.

O dado publicado pelo Poder360 é maior que o do Localiza SUS porque os desenvolvedores das plataformas coronavirusbra1 e covid19br compilam os números de cada uma das secretarias estaduais, e as informações divulgadas diretamente por elas são mais atualizadas.

China está considerando combinar vacinas contra Covid-19 para melhorar taxa de proteção

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PEQUIM (Reuters) - A principal autoridade de controle de doenças da China afirmou que o país está considerando misturar vacinas contra Covid-19, uma maneira de reforçar ainda mais a eficácia dos imunizantes.

Dados disponíveis mostram que as vacinas chinesas estão atrás de outras, como da Pfizer e Moderna em termos de eficácia, mas exige controles de temperaturas menos rigorosos durante o armazenamento.

As vacinas disponíveis no momento “não têm uma taxa alta de proteção”, disse Gao Fu, diretor dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças da China, em uma entrevista coletiva em Chengdu neste sábado.

“A inoculação com vacinas de diferentes linhas técnicas está sendo considerada” disse.

Gao afirmou que “otimizar” o processo da vacina, incluindo mudar o número de doses e o tempo entre elas, era “definitivamente” uma solução para os problemas de eficácia.

A China desenvolveu quatro vacinas domésticas aprovadas para uso no público e uma autoridade disse no sábado que o país deve produzir três bilhões de doses até o fim do ano.

A vacina desenvolvida pela Sinovac da China chegou a uma taxa de eficácia ligeiramente acima de 50% em ensaios clínicos brasileiros. Um estudo separado na Turquia mostrou essa taxa em 83,5%.

Nenhum dado detalhado de eficácia foi divulgado sobre as vacinas feitas pelo Sinopharm da China. Ela disse que duas vacinas desenvolvidas por suas unidades são 79,4% e 72,5% eficazes, respectivamente, com base em resultados provisórios.

Variante sul-africana pode escapar da proteção da vacina da Pfizer, diz estudo israelense

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JERUSALÉM (Reuters) - A variante do coronavírus descoberta na África do Sul pode escapar da proteção fornecida pela vacina da Pfizer/BioNTech contra a Covid-19 até certo ponto, concluiu um estudo em Israel com base em dados no mundo real, embora a sua presença no país seja muito baixa e a pesquisa não tenha sido revisada por pares.

O estudo, publicado no sábado, comparou quase 400 pessoas que haviam testado positivo para Covid-19, 14 dias ou mais após receberem uma ou duas doses da vacina, contra o mesmo número de pacientes não vacinados contra a doença.

A variante sul-africana, B.1.351, foi encontrada em cerca de 1% de todos os casos de Covid-19 entre as pessoas estudadas, segundo o estudo da Universidade de Tel Aviv e a maior provedora de saúde do país, Clalit.

Mas entre pacientes que haviam recebido duas doses da vacina, a taxa de prevalência da variante foi oito vezes maior do que em quem não estava vacinado --5,4% contra 0,7%.

Isso sugere que a vacina é menos eficaz contra a variante sul-africana, em comparação com o coronavírus original e a variante inicialmente identificada no Reino Unido, que representa quase todos os casos de Covid-19 em Israel, disseram os pesquisadores.

Eles alertaram, no entanto, que o estudo teve uma amostra pequena de pessoas infectadas com a variante sul-africana em função de sua raridade em Israel.

A Pfizer não quis comentar o estudo israelense.

Sobre a variante sul-africana, a Pfizer e a BioNTech disseram que entre um grupo de 800 voluntários na África do Sul, onde a B.1.351 está amplamente disseminada, houve nove casos de Covid-19, todos entre participantes que receberam o placebo. Desses nove casos, seis eram entre indivíduos infectados com a variante sul-africana.

Alguns estudos anteriores indicaram que a vacina da Pfizer/BioNTech era menos potente contra a B.1.351 em comparação com outras variantes, mas ainda oferecia uma proteção robusta.

Embora os resultados do estudo possam preocupar, a baixa prevalência da variante sul-africana foi encorajadora, segundo Adi Stern, da Universidade de Tel Aviv.

“Mesmo que a variante da África do Sul quebre a proteção da vacina, ela não está disseminada de maneira generalizada pela população”, disse Stern, acrescentando que a variante britânica pode estar “bloqueando” a disseminação da sul-africana.

Fonte:
Poder360/Reuters

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