Covid-19: Fiocruz vai entregar 5 milhões de doses da vacina AstraZeneca na sexta

Publicado em 21/04/2021 17:42 e atualizado em 21/04/2021 21:37 226 exibições

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) anunciou hoje (21) que vai entregar, na próxima sexta-feira (23), 5 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra covid-19 produzidas pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos). A quantidade supera a previsão inicial para esta semana em 300 mil doses.

Por questões logísticas relacionadas à distribuição das vacinas, a Fiocruz passará a liberar os lotes para o Programa Nacional de Imunizações (PNI) sempre às sextas-feiras. Segundo a fundação, a decisão foi tomada em conjunto com o Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e o Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems).

Na semana passada, Bio-Manguinhos também liberou 5 milhões de doses, porém em duas remessas, na quarta-feira e na sexta-feira. Para a semana que vem, o cronograma prevê mais 6,7 milhões de doses, o que fará com que a fundação entregue mais de 18 milhões de doses no mês de abril.

Para os próximos meses, a programação é que as entregas cresçam em volume e cheguem a 21,5 milhões, em maio; 34,2 milhões, em junho; e 22 milhões, em julho. Desse modo, a fundação cumprirá a meta de produzir 100,4 milhões de doses a partir do ingrediente farmacêutico ativo (IFA) importado, conforme acordo de encomenda tecnológica firmado com a farmacêutica AstraZeneca. No segundo semestre, a Fiocruz prevê produzir 110 milhões de doses com IFA fabricado no Brasil.

Já foram entregues ao Programa Nacional de Imunizações 14,8 milhões de doses da vacina Oxford/AstraZeneca, sendo 10,8 milhões produzidas por Bio-Manguinhos. As outras quatro milhões foram importadas prontas da Índia nos meses de janeiro e fevereiro.

Diretor da OMS diz que vai tentar antecipar entregas de vacinas ao Brasil (Poder360)

O novo ministro das Relações Exteriores, Carlos França, teve reunião virtual, na manhã desta 4ª feira (21.abr.2021), com o diretor-geral da OMS Organização Mundial de Saúde, Tedros Adhanom.

França e Tedros (OMS) debateram sobre a cooperação entre os países no combate ao coronavírus.  O diretor-geral afirmou que vai tentar antecipar entregas de vacinas ao Brasil, mas fez um pedido para que Brasil “exerça” sua liderança histórica no combate a crise sanitárias e produção de vacinas.

Esse foi o primeiro encontro de um chefe da diplomacia do Brasil com a direção da OMS desde o início da pandemia, que começou em março de 2020.

Desde que o ex-ministro Ernestro Araujo pediu demissão do comando das Relações Exteriores, o posicionamento da pasta tem mudado. Na 6ª feira (16.abr.2021) , o ministério anunciou que a ONU antecipará o envio de 4 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 destinadas ao Brasil por meio da Covax Facility, iniciativa co-liderada pela OMS.

Ernesto Araújo vinha sofrendo crescente pressão para deixar o Itamaraty. Recebeu diversas críticas por manter um discurso anti-China e contra o que definia ser uma “agenda globalista” de organismos internacionais.

Ministério da Saúde quer adquirir mais 100 milhões de doses da Pfizer (no Poder360)

O Ministério da Saúde busca adquirir mais 100 milhões de doses da vacina da Pfizer contra a covid-19. A informação foi divulgada pela CNN Brasil nessa 3ª feira (20.abr.2021) e confirmada pelo ministro das Comunicações, Fábio Faria, via redes sociais.

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Reprodução/Twitter @fabiofaria – 20.abr.2021

O governo federal já tem contrato para 100 milhões de doses do imunizante. O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que o Brasil deve receber pelo menos 13,5 milhões de doses até junho.

De acordo com a CNN, o novo lote de 100 milhões começará a ser entregue ainda em 2021, a partir de outubro. O objetivo é ter estoque para a campanha de imunização de 2022, considerando que a vacinação contra o coronavírus pode se tornar recorrente.

A discussão teria começado a cerca de 20 dias e pelo menos 3 reuniões sobre o assunto teriam sido realizadas.

A VACINA DA PFIZER

A vacina da Pfizer já tem o registro definitivo para uso no Brasil pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Tem mais de 90% de eficácia contra o coronavírus.

O imunizante usa a tecnologia de RNA mensageiro –uma espécie de molécula que carrega as instruções para a produção de uma proteína do coronavírus, o que permite ao sistema imunológico aprendes a reconhecer e neutralizar o patógeno. A vacina é aplicada em duas doses.

De acordo com documento divulgado pelo Ministério da Saúde, o custo aos cofres públicos, no 1º contrato, foi de US$ 10 por dose. A vacina precisa ser mantidas em temperaturas muito baixas, o que dificulta a logística de distribuição.

A Anvisa flexibilizou as normas de armazenamento da vacina. Agora, os frascos podem ser mantidos em temperaturas de -25ºC a -15ºC por até duas semanas. Antes, só podiam ser armazenados de -90ºC a -60ºC.

Grupos prioritários serão vacinados até setembro, diz Queiroga (poder360)

Ministro falou à imprensa; “Espanha doará ‘kit intubação’; “REG-COV2 exige cautela”, afirmou.

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, em cerimônia no Palácio do Planalto

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou nesta 4ª feira (21.abr.2021), que, no atual ritmo de vacinação contra a covid-19, todo o grupo prioritário [77,2 milhões de pessoas] terá sido imunizado, com duas doses, apenas em setembro.

“O processo de vacinação no Brasil tem ocorrido de maneira cada vez mais célere. Se continuar nesse ritmo, vamos até setembro atingir a imunização prevista no programa nacional de imunização. Nosso objetivo é que isso ocorra antes”, afirmou.

Em maio, inicia-se a vacinação das pessoas abaixo de 60 anos com doenças preexistentes.

A coordenadora do PNI (Programa Nacional de Imunizações), Francieli Fantinato, afirmou se tratar de um “grupo denso” com cerca de 17 milhões de pessoas. O Ministério da Saúde organizará a imunização por faixa etária, começando pela faixa etária de 59 a 55 anos.

KITS DE INTUBAÇÃO

Queiroga também afirmou que a Espanha doará 80 mil itens do “kit de intubação” ao Brasil.

Segundo o ministro, os itens devem chegar ao Brasil na próxima semana. Disse: “é uma boa notícia, também como a Vale do Rio Doce já nos doou dois milhões desses itens”.

Queiroga afirmou que “também espera uma execução contratual com a indústria nacional de 400 mil itens do ‘kit intubação’ até o final do mês”.

“A minha opinião é que a fase mais crítica em relação a ‘kits de intubação’ ’ e oxigênio estamos muito próximos de vencer”, afirmou.

COQUETEL CONTRA COVID

O ministro afirmou também que o novo tratamento contra a covid, o REGN-COV2, precisa passar ainda por vários testes antes de ser incluído no SUS (Sistema Único de Saúde).

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) autorizou, nesta 3ª feira (20.abr), o uso emergencial do medicamento para o tratamento de pacientes com a doença.

“Os dados  são preliminares. Ainda aguardamos por dados definitivos. Há cientistas que defendem que esse medicamento pode incentivar variantes novas do vírus. A recomendação do REG-COV2 deve  ser feito com muita cautela”, disse.

Disse: “A Anvisa é um tipo de avaliação. A avaliação de incorporação é outra avaliação e com escopo distinto”.

De acordo com a equipe técnica e os diretores da Anvisa, os estudos clínicos de fase 3 mostraram que o medicamento reduz em cerca de 70% o risco de hospitalização ou morte pela covid-19.

O REGN-COV2 é um coquetel formado pelos anticorpos monoclonais casirivimabe e imdevimabe, desenvolvidos especificamente para bloquear a entrada do SARS-CoV-2 nas células.

Assista ao vídeo (42min50s):

 

Brasil supera 14 milhões de casos de Covid e 381 mil mortos, com 12.646.132 pessoas recuperadas

(Reuters) - O Brasil registrou nesta quarta-feira 3.472 novos óbitos em decorrência da Covid-19, o que eleva o total de vítimas fatais da doença no país a 381.475, informou o Ministério da Saúde.

Também houve 79.719 novos casos de coronavírus, elevando o total de infecções no país a 14.122.795, acrescentou a pasta.

O Brasil é o terceiro país a superar a marca de 14 milhões de casos confirmados da doença, após Estados Unidos e Índia. Em termos de óbitos, fica abaixo só dos EUA em números absolutos, mas atualmente lidera na contagem média diária de novas mortes.

Segundo levantamento da Reuters, o Brasil recentemente é responsável por uma em cada quatro vítimas fatais da Covid-19 no mundo a cada dia.

Dados publicados pelo Imperial College de Londres na terça-feira indicaram que a taxa de transmissão do vírus no Brasil segue em 1,06, mesmo nível da semana passada, o que significa que cada 100 pessoas com o vírus contaminam outras 106.

A cifra sugere um avanço da doença pelo país, já que só há desaceleração do contágio quando o índice permanece abaixo de 1.

Estado mais afetado pelo coronavírus em números absolutos, São Paulo alcança as marcas de 2.786.483 casos e 90.627 mortes.

Segundo dados do Ministério da Saúde, Minas Gerais é o segundo Estado com maior número de infecções registradas, com 1.298.176 casos, mas o Rio de Janeiro é o segundo com mais óbitos, com 42.110 mortes, desde o início da pandemia.

O governo ainda reporta 12.646.132 pessoas recuperadas da Covid-19 e 1.095.188 pacientes em acompanhamento.

Brasil supera 14 milhões de casos de Covid e 381 mil mortos

 

Fonte:
Agência Brasil

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