Confiança do consumidor no Brasil tem recuperação em abril, mas cautela permanece, diz FGV

A confiança do consumidor brasileiro apresentou recuperação em abril em meio à redução do pessimismo sobre os próximos meses, mas o agravamento da pandemia continua pressionando, informou nesta quarta-feira a Fundação Getulio Vargas (FGV).
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) avançou 4,3 pontos em abril, para 72,5 pontos, resultado que representa recuperação de 68,2 pontos no mês anterior.
Mas, de acordo com a coordenadora das sondagens, Viviane Seda Bittencourt, essa recuperação precisa ser avaliada com cautela.
"A melhora foi influenciada pela diminuição do pessimismo das famílias em relação aos próximos meses mas sem nenhuma percepção de recuperação da situação atual dado o cenário de agravamento da pandemia e dificuldades enfrentadas pelas famílias", disse ela.
"O comportamento cauteloso dos consumidores vem sendo mantido em relação aos gastos, fato justificado por fatores econômicos como: renda, emprego e aumento dos níveis de endividamento, mas também psicológicos, relacionados à incerteza em relação à saúde e a necessidade de isolamento social", completou
No mês, o Índice de Situação Atual subiu 0,5 ponto, para 64,5 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) avançou 6,7 pontos, para 79,2 pontos.
O Brasil possui o segundo maior número de mortes por Covid-19 no mundo, abaixo apenas dos Estados Unidos, além da terceira maior contagem de casos confirmados de coronavírus, atrás dos EUA e da Índia.
Na terça-feira, o país registrou 3.086 novos óbitos em decorrência da Covid, o que eleva o total de vítimas fatais da doença a 395.022.
0 comentário
Ibovespa renova máxima com Suzano e TIM em destaque e dados dos EUA no radar
Presidente do BCE pede ação urgente em cinco áreas críticas da UE, diz fonte
Wall Street sobe após relatório de empregos mais forte que o esperado
Senado pode aprimorar salvaguardas do acordo entre Mercosul e UE, diz Alckmin
Dólar zera perdas no Brasil após dados de emprego nos EUA
Minério de ferro cai após dados fracos de consumo da China