Queiroga diz que relações com China são excelentes e tem contato frequente com embaixador

Por Eduardo Simões
BRASÍLIA (Reuters) - O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse em depoimento à CPI da Covid nesta quinta-feira que o presidente Jair Bolsonaro não mencionou nominalmente a China no discurso em que insinuou que o país asiático teria criado o coronavírus, e disse que as relações sino-brasileiras são excelentes.
Queiroga afirmou ainda que mantém contato quase semanal com o embaixador da China no Brasil e que não tem conhecimento sobre indícios de uma eventual guerra química promovida pelo país asiático, após Bolsonaro ter sugerido na véspera que a China pode ter criado o novo coronavírus em uma guerra química.
O ministro disse ainda que o ministério contratou 430 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 e avaliou que a campanha de vacinação contra a doença no Brasil está sendo bem-sucedida. Segundo ele, declarações feitas por Bolsonaro contra vacinas desde o ano passado não têm impacto na adesão da população à vacinação.
O ministro defendeu ainda, durante o depoimento, que a adoção de um lockdown nacional para frear a disseminação do coronavírus não teria o efeito desejado pois, na avaliação dele, não haveria adesão da população. Ele afirmou também ser favorável a que Estados e municípios adotem medidas de restrição localmente, algo que Bolsonaro critica frequentemente.
0 comentário
Ibovespa fecha em queda com Oriente Médio e juros dos EUA em foco
Forças dos EUA realizam novos ataques contra Irã
Dólar fecha perto da estabilidade apesar das tensões no Oriente Médio
Taxas de DIs sobem em sintonia com petróleo e Treasuries após Trump anunciar fim de acordo com Irã
Preocupações das autoridades do Fed com inflação aumentaram na reunião de junho, mostra ata
Wall Street recua após declarações de Trump sobre Irã pesarem sobre os mercados