Sem voto auditável, “esse canalha ganha por fraude”, diz Bolsonaro sobre Lula

Publicado em 15/05/2021 22:02 e atualizado em 15/05/2021 22:33 1233 exibições
“Não entendem que sou ‘imbrochável'” (no Poder360)

O presidente Jair Bolsonaro reuniu milhares de apoiadores em ato pró-governo na Esplanada dos Ministérios, em Brasília, neste sábado (15.mai.2021). Em seu discurso, chamou Lula de “bandido de 9 dedos” e disse que se as eleições de 2022 não tiverem voto auditável, o ex-presidente pode ganhar “pela fraude”. 

“Se tiraram da cadeia o maior canalha da história do Brasil, se para esse canalha foi dado o direito de concorrer, o que me parece é que se não tivermos o voto auditável, esse canalha pela fraude ganha as eleições do ano que vem.  Nós não podemos admitir um sistema eleitoral que é passível de fraude. E eu tenho dito se o nosso Congresso Nacional aprovar a PEC do voto auditável da Bia Kicis, e ela for promulgada, nos teremos voto impresso em 22″, disse o presidente.

O presidente foi chamado de “mito” pelos apoiadores. Disse que muitos ali querem “uma solução rápida para tudo”, mas que no governo dele “não desafiamos nem queremos confronto com ninguém”.

“Sei que muitos de vocês querem o imediatismo, a solução rápida para tudo. Pode ter certeza. Hoje meus 22 ministros estão perfeitamente alinhados com o propósito maior de servir a sua pátria, e de preservar a nossa liberdade com sacrifício até da própria vida se necessário for”.

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Disse ainda que “o maior poder do Brasil não é o Executivo, não é o Judiciário e não é o Legislativo, o maior poder são vocês”. 

Voltou a criticar a imprensa dizendo que ser elogiado pela Folha de S.Paulo ou pela Globo pode fazer ministros perderem o cargo. Bolsonaro afirmou “apanhar 24 horas por dia” da mídia. “Mas o que esses caras não entendem é que eu sou ‘imbrochável'”, disse.

RIO E EQUADOR

Bolsonaro afirmou que no próximo domingo (23.mai.2021) vai participar de um passeio com motociclistas no Rio de Janeiro, contrariando as recomendações de distanciamento social. “A gente tem que se arriscar, tem que saber o que o povo pensa. Só podemos saber se andarmos ao lado dele”. Depois, embarca para o Equador, “país que deu uma guinada à direita”.

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Salles diz que agronegócio “é o melhor amigo do meio ambiente”

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou neste sábado (15.mai.2021) que o agronegócio “é o melhor amigo do meio ambiente”. Também disse que “as cidades é que poluem”.

Salles discursou em ato bolsonarista na Esplanada. Quando o ministro subiu no carro de som, o apresentador do evento cometeu um ato falho. Disse: “Ele que representa o agro”. Na sequência, corrigiu para “a preservação”.

O Poder360 destaca outras falas de ministros no evento:

  • Tarcísio Freitas (Infraestrutura): “aquela história de o Brasil ser eficiente da porteira para dentro e não da porteira para fora vai mudar”;

  • Pedro Guimarães (presidente da Caixa): “a Caixa nunca deu tanto lucro e agora vai entrar no Plano Safra”;

  • Braga Netto (Defesa): “O agro é a força desse país, as forças armadas estão aqui para proteger os senhores, para que os senhores possam produzir”.

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Enquanto Braga Netto discursava, o público gritava “Eu autorizo!”. Repetem as palavras de ordem da manifestação de 1º de maio. Do carro de som, um dos coordenadores do evento afirmou: “Vamos autorizar o nosso presidente Bolsonaro a fazer tudo dentro da legalidade para que o nosso artigo 5º seja respeitado, nos só queremos liberdade para trabalhar”. 

Não é a primeira vez que bolsonaristas e o próprio presidente falam sobre o artigo 5º da Constituição. Em abril, Bolsonaro afirmou que os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) “estupraram” o artigo 5º da Constituição. Ele falava sobre a decisão da Corte que garantiu que prefeitos e governadores pudessem decidir sobre medidas de restrição para conter a pandemia.

Com pandemia, Brasil tem queda de 26% no comércio de serviços em 2020

Comercializou US$ 75 bilhões no ano; Queda mundial foi de 19,9% em 2020

 Atividade de transportes foi mais afetada pela pandemia

O Brasil registrou queda de 26% na corrente de comércio de serviços em 2020 na comparação com o ano anterior. O indicador é resultado da soma de importações e exportações do setor.

O valor, que em 2019 foi de US$ 95 bilhões, caiu para US$ 75 bilhões em 2o20. O valor ficou distribuído da seguinte forma:

  • Exportações de serviços: US$ 28 bilhões, queda de 17% em relação a 2019;

  • Importações de serviços: US$ 47 bilhões, queda de 31% em relação a 2019.

As informações são de levantamento da CNI (Confederação Nacional da Indústria), com base em dados da OMC (Organização Mundial do Comércio). Eis a íntegra do estudo (2,7 MB).

No mundo, o comércio de serviços totalizou US$ 9,6 trilhões, o menor patamar desde 2013. O recuo foi de 19,9% em 2020 em relação a 2019. A principal explicação é o impacto da crise causada pela covid-19.

Segundo a pesquisa, a diminuição no volume de comércio de serviços no Brasil ficou acima da média registrada pelos países do G20, de 18%. O grupo das 20 maiores economias do mundo comercializou US$ 8,8 trilhões em serviços em 2020, e US$ 10,8 trilhões em 2019.

Os Estados Unidos, maior exportador e importador mundial de serviços, registrou queda de 22% no período. A China, redução de 16%.

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Corrente de comércio (importações + exportações) de países do G20 (Divulgação/CNI)

“O resultado do comércio brasileiro de serviços, além representar uma queda mais acentuada que a registrada pelo G20 e pelo mundo, é também o pior da década. O menor valor até agora nos últimos 10 anos havia sido o de 2016, de US$ 94 bilhões”, afirma a pesquisa.

A corrente de comércio de serviços inclui itens como aluguel de equipamentos, seguros, serviços de propriedade intelectual, de telecomunicação, financeiros, culturais e de arquitetura e engenharia, entre outros.

Por causa da pandemia, a queda no comércio brasileiro de serviços foi maior do que a do comércio de bens, setor que registrou baixa de 8,2% em 2020, comparando com 2019. Os números refletem o impacto maior nas áreas de transporte, manutenção de equipamentos e outros associados ao setor de turismo.

O gerente de Políticas de Integração Internacional da CNI, Fabrizio Sardelli Panzini, afirma que as exportações de serviços do Brasil são muito dependentes da economia dos Estados Unidos e da União Europeia. “Como esses países também enfrentaram restrições e queda em sua atividade econômica, nosso comércio de serviços caiu em decorrência disso também”, declarou.

O Brasil responde por 0,6% das exportações mundiais de serviços. No ranking mundial, está na 32ª posição.

Para Panzini, a ampliação da participação do Brasil no comércio global de serviços depende de “aspectos tributários e de decisão do Poder Executivo”.

“De um lado, o modelo brasileiro de Acordos para Evitar Dupla Tributação tributam de forma mais acentuada o comércio de serviços, sobretudo nas importações e nos afasta do modelo de tratado da OCDE. Por outro lado, o Brasil é o país com maior número de tributos sobre o comércio de serviços no mundo e possui uma das maiores cargas tributárias na importação de serviços”, afirma a CNI em comunicado.

Fonte:
Poder360

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1 comentário

  • Adilson Garcia Miranda São Paulo - SP

    9 DEDOS LULADRÃO só ganha a eleição se o Congresso for covardão; Exigimos o voto eletronico, impresso e auditável contra a fraude!

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