EUA e aliados acusam China de campanha global de ciberespionagem
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Por Steve Holland e Doina Chiacu
WASHINGTON (Reuters) - Os Estados Unidos e aliados acusaram a China, nesta segunda-feira, de ser responsável por uma campanha global de ciberespionagem, reunindo uma ampla coalizão de países para criticar Pequim por ataques hackers.
Os Estados Unidos foram acompanhados por Otan, União Europeia, Reino Unido, Austrália, Japão, Nova Zelândia e Canadá na condenação da espionagem, que o secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, disse ser "uma grande ameaça à nossa segurança nacional e econômica".
Simultaneamente, o Departamento de Justiça dos EUA acusou formalmente quatro cidadãos chineses --três autoridades de segurança e um hacker contratado-- de atacar dezenas de empresas, universidades e agências governamentais nos Estados Unidos e no exterior.
A embaixada chinesa em Washington não respondeu imediatamente a um pedido de comentário. Autoridades chinesas disseram anteriormente que a China também é vítima de hackers e se opõe a todas as formas de ataques cibernéticos.
Em um evento sobre o plano de infraestrutura do governo, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse a repórteres: "Meu entendimento é que o governo chinês, não diferente do governo russo, não está fazendo isso sozinho, mas está protegendo aqueles que estão fazendo. E talvez até mesmo os acomodando para que sejam capazes de fazer isso".
A porta-voz da Casa Branca Jen Psaki foi posteriormente questionada em seu briefing diário por que Biden não culpou diretamente o governo chinês em sua resposta à pergunta de um repórter.
"Essa não era a intenção que ele estava buscando. Ele leva as atividades cibernéticas maliciosas muito a sério", declarou Psaki.
Psaki também disse que a Casa Branca não faz distinção entre a Rússia e a China quando se trata de ataques cibernéticos.
Embora uma série de declarações de potências ocidentais represente uma ampla aliança, especialistas cibernéticos disseram que a falta de consequências para a China além do indiciamento dos EUA é notável. Há apenas um mês, declarações da cúpula do G7 e da Otan fizeram um alerta à China, dizendo que ela representa uma ameaça à ordem internacional.
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