Denúncias sobre direitos humanos prejudicam investimento da China no exterior, mostra relatório
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Os esforços da China para ser vista como investidora responsável no exterior correm risco com as altas taxas de abusos de direitos humanos relacionados a suas operações empresariais, especialmente no setor de metais e mineração, revelou um relatório divulgado nesta quarta-feira.
O Business & Human Rights Resource Center, uma organização não governamental (ONG) global, registrou 679 acusações de abusos de direitos humanos contra empresas chinesas que operam no exterior entre 2013 e 2020.
O setor de metais e mineração receberam a maior quantidade de denúncias -- 236, ou 35% do total. O Peru, o segundo maior produtor mundial de cobre; e Mianmar, vizinho da China, um dos principais fornecedores de estanho e minério de terras raras, foram nomeados como focos de denúncias.
"Mais de um terço das acusações contra empresas de mineração chinesas no exterior estavam relacionadas a conflitos prolongados entre grandes empresas mineradoras multinacionais apoiadas pela China e comunidades locais na América Latina e em Papua Nova Guiné", disse o relatório.
Sun Lihui, diretor do departamento de desenvolvimento da Câmera de Comércio de Importadores e Exportadores de Metais, Minerais e Químicos (CCCMC, na sigla em inglês), disse à Reuters que muitas empresas chinesas adotam boas condutas sobre os direitos humanos, mas nem sempre concentram seus esforços onde são mais necessários.
"Elas só dão importância às investigações disciplinares, mas se esquecem de dar treinamento e orientação às empresas em sua cadeia de suprimentos", disse ele.
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