Dólar cai ante real com salto das commodities, PEC dos Precatórios e dados dos EUA no radar

Publicado em 24/11/2021 10:19 24 exibições

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O dólar caía frente ao real nesta quarta-feira, com investidores atentos ao noticiário em torno da PEC dos Precatórios enquanto aguardavam a divulgação de uma enxurrada de dados dos Estados Unidos, de olho ainda na disparada dos preços do minério de ferro.

Às 9:53, o dólar à vista recuava 0,33%, a 5,5902 reais na venda, depois de chegar a tocar 5,5550 reais na mínima do dia (-0,95%), enquanto o dólar futuro subia 0,33%, a 5,5945 reais.

Essa desvalorização vem depois de, na véspera, a moeda norte-americana negociada no mercado interbancário fechar a sessão bem longe das máximas do dia, em alta de 0,26%, a 5,6085 reais na venda, no que Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset, chamou de dia "mais positivo que a média das últimas sessões" para os mercados domésticos.

Em nota desta quarta-feira, Vieira chamou a atenção para a forte alta de commodities importantes -- como o minério de ferro, importante produto da pauta de exportação nacional --, que teria sido suficiente para "afastar os temores da questão fiscal" brasileira.

Os futuros do minério de ferro de referência da China ampliaram os ganhos nesta quarta-feira após atingirem o limite diário de alta de 10% na terça, subindo 5,8%.

Na frente fiscal, o relator da PEC dos Precatórios e líder do governo no Senado, Fernando Bezerra (MDB-PE), anunciou que vai promover seis mudanças no texto, incluindo a definição do Auxílio Brasil como um programa social de caráter permanente no valor de 400 reais.

A notícia não agradou todos os investidores, que há meses têm mostrado preocupação com a pressão do governo por mais gastos, mas a previsão de auxílio permanente à população no texto da PEC "facilitaria a aprovação da emenda no Senado", avaliou a Genial Investimentos em nota a clientes, o que aliviaria alguns temores em relação à trajetória das contas públicas.

A plataforma de investimentos não descartou, no entanto, "elevado grau de incerteza que domina o cenário fiscal", que "deverá permanecer pelo menos até que a PEC seja aprovada pelo Senado".

Enquanto isso, no exterior, investidores se preparavam para uma série de indicadores econômicos dos Estados Unidos, incluindo a divulgação da leitura preferida de inflação do Federal Reserve, o índice de preços PCE.

Há entre participantes do mercado a percepção de que qualquer surpresa para cima nesse indicador deve impulsionar o dólar globalmente, uma vez que elevaria a pressão para que o Federal Reserve aumente os juros nos EUA mais cedo do que o esperado.

Fonte:
Reuters

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