BCE mostra-se seguro frente à nova variante do coronavírus enquanto casos se espalham
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Os membros do Banco Central Europeu (BCE) procuraram tranquilizar nesta segunda-feira investidores abalados pela nova variante do coronavírus, argumentando que a economia da zona do euro aprendeu a lidar com as sucessivas ondas da pandemia.
Com um risco global "muito alto" de surtos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a variante ômicron ameaça um renascimento econômico e pode prejudicar os planos do BCE e de outros bancos centrais mundiais de retirar seu apoio de emergência após quase dois anos.
Mas a presidente do BCE, Christine Lagarde, seu vice, Luis de Guindos, e o presidente do banco central francês, François Villeroy de Galhau, mostraram-se seguros em relação a esse novo risco.
"Há uma preocupação óbvia com a recuperação econômica em 2022, mas acredito que aprendemos muito", disse Lagarde no domingo à emissora italiana RAI.
"Agora conhecemos nosso inimigo e quais medidas tomar. Estamos todos mais bem equipados para responder ao risco de uma quinta onda ou da variante ômicron."
Seu comentário foi em linha com o de seu compatriota e integrante do BCE François Villeroy de Galhau, segundo o qual "ondas sucessivas provaram até agora ser cada vez menos prejudiciais, e esta não deve provavelmente mudar muito a perspectiva econômica".
O vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, reconheceu o "alto grau de incerteza" e pediu a manutenção de todas as opções de política monetária em aberto, mas argumentou que as taxas de vacinação muito mais altas devem ajudar a Europa a lidar melhor com esses riscos.
Todas as principais fabricantes de vacinas começaram a trabalhar em cima da nova variante, e a empresa norte-americana Moderna disse que um novo imunizante pode ser disponibilizado em grandes quantidades no início de 2022.
Os mercados se acalmaram nesta segunda-feira, enquanto investidores aguardavam mais detalhes da variante, que forçou a readoção de restrições a viagens em alguns países.
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