Indústria do Brasil tem queda inesperada em outubro e chega a 5 meses de perdas na produção
![]()
A produção industrial brasileira iniciou o quarto trimestre ainda em dificuldades, com queda inesperada em outubro e pelo quinto mês seguido, na esteira dos danos causados pela pandemia de Covid-19.
Em outubro, a produção da indústria brasileira registrou recuo de 0,6% na comparação com setembro, acumulando em cinco meses 3,7% de perdas.
Os dados divulgados nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram ainda que, em relação a outubro de 2020, houve queda de 7,8%.
Ambos os resultados foram bem piores do que as expectativas em pesquisa da Reuters com economistas, de alta de 0,6% na variação mensal e de perda de 5,0% na base anual.
A indústria nacional enfrenta um cenário de inflação e desemprego altos no país, ainda em meio a problemas na cadeia de oferta global, falta de matéria-prima e encarecimento dos custos de produção.
"Com cinco meses de queda, o setor fica 4,1% abaixo do nível pré-pandmia, de fevereiro do ano passado. E o setor está 20,2% abaixo do pico de maio de 2011. Mês a mês a indústria perde intensidade e força", explicou o gerente da pesquisa, André Macedo.
Macedo destacou que o resultado de outubro mantém características que vêm sendo observadas ao longo do ano de predominância de taxas negativas e diretamente afetada pelos efeitos da pandemia da Covid-19.
"2021 é marcado por perfil disseminado de quedas. Há claramente uma perda de força do setor", completou ele.
Em outubro, três das quatro grandes categorias econômicas e 19 dos 26 ramos pesquisados apresentaram perdas na produção.
As maiores influências negativas entre as atividades vieram de indústrias extrativas (-8,6%) --devido a quedas do minério de ferro e do petróleo-- e produtos alimentícios (-4,2%) --por conta do açúcar, com a antecipação da safra da cana-de-açúcar na região Centro-Sul do país.
Entre as grandes categorias econômicas, a queda mais acentuada foi registrada por bens de consumo duráveis, de 1,9%. A fabricação de bens de consumo semi e não-duráveis recuou 1,2%, e a bens intermediários caiu 0,9%.
Somente a produção de bens de capital apresentou ganhos em outubro, de 2,0% em relação a setembro.
0 comentário
Dólar volta a cair em meio a fluxo estrangeiro para o Brasil
Taxas dos DIs caem em novo dia favorável para os ativos brasileiros
Índice STOXX 600 fecha em alta, mas incerteza comercial persiste
EUA querem manter acordo comercial com UE, afirma chefe de comércio europeu
Governo Trump está trabalhando para elevar tarifa temporária de 10% para 15%, afirma autoridade
Wall Street sobe após Anthropic anunciar novas ferramentas de IA; preocupações com tarifas persistem