Fed mais duro com a inflação eleva apelo de ações de valor para alguns investidores de Wall St
![]()
Alguns investidores estão se preparando para uma guinada "hawkish" (mais dura com a inflação) por parte do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), comprando ações de empresas cíclicas e economicamente sensíveis em torno das quais gravitaram mais cedo neste ano, à medida que aumentam as expectativas de que o banco central está se concentrando no combate à inflação.
A diferença entre as ações de crescimento e suas contrapartes focadas em valor, que incluem empresas como bancos, do setor financeiro e firmas de energia, flutuou ao longo do ano, em parte por apostas sobre a rapidez com que o Fed normalizará a política monetária.
Nos últimos dias, sinais de que o banco central se moverá mais rapidamente do que o esperado em face da alta dos preços ao consumidor abalaram as ações de empresas de crescimento e tecnologia, que também foram afetadas pela volatilidade mais ampla do mercado decorrente de preocupações com a propagação da variante Ômicron do coronavírus.
Ao mesmo tempo, alguns investidores têm fortalecido apostas nas chamadas ações de valor, esperando que apresentem um desempenho melhor em um ambiente de política monetária restritiva. Essas ações dispararam no início de 2021, com a reabertura da economia dos Estados Unidos, mas vacilaram depois que investidores gravitaram em torno das ações de tecnologia.
Entre os dados que o Fed vai observar na semana que vem estão o índice de preços ao consumidor e o núcleo da inflação, com divulgação prevista para a próxima sexta-feira.
0 comentário
Dólar volta a cair em meio a fluxo estrangeiro para o Brasil
Taxas dos DIs caem em novo dia favorável para os ativos brasileiros
Índice STOXX 600 fecha em alta, mas incerteza comercial persiste
EUA querem manter acordo comercial com UE, afirma chefe de comércio europeu
Governo Trump está trabalhando para elevar tarifa temporária de 10% para 15%, afirma autoridade
Wall Street sobe após Anthropic anunciar novas ferramentas de IA; preocupações com tarifas persistem