Preços de minério e aço na China recuam diante de Covid-19 e temores com demanda
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Os contratos futuros de minério de ferro de Dalian caíram nesta quarta-feira, uma vez que as preocupações com as restrições ligadas à Covid-19 na China e a proximidade da baixa temporada para a atividade de construção na maior produtora de aço do mundo azedaram o ânimo.
O minério de ferro mais negociado para entrega em maio na bolsa chinesa de Dalian encerrou o dia com uma queda de 0,4% a 693,50 iuanes (108,84 dólares) a tonelada, recuando após quatro sessões de alta.
A China está mantendo uma política de tolerância zero em relação aos casos locais de Covid-19, agindo rapidamente para conter qualquer surto local impondo restrições de mobilidade.
A China deve seguir essa abordagem rígida enquanto Pequim se prepara para sediar os Jogos Olímpicos de Inverno que serão realizados em fevereiro.
Os preços do minério de ferro atingiram altas em várias semanas no início desta semana, apesar dos estoques importados da China atingirem um pico de três anos e meio, em uma recuperação alimentada pela perspectiva de demanda impulsionada pelo estímulo na China no próximo ano.
Os preços spot da principal matéria-prima da siderurgia saltaram para 129 dólares a tonelada na terça-feira, o maior preço desde 12 de outubro, com base nos dados da consultoria SteelHome.
Analistas, no entanto, alertaram que a demanda por aço na China está prestes a enfraquecer novamente nos próximos dias mais frios, quando a atividade de construção desacelerar.
"(A demanda de aço) está mudando gradualmente da temporada de pico para o ciclo de entressafra, e o consumo deve recuar gradualmente em relação ao mês anterior", disseram analistas da Huatai Futures em nota.
O vergalhão de aço para construção na Bolsa de Futuros de Xangai caiu 0,9%, enquanto a bobina a quente caiu 1,2%, estendendo suas perdas para uma segunda sessão após uma alta de seis dias. O aço inoxidável aumentou 0,9%.
O carvão de coque de Dalian avançou 0,4%, enquanto o coque subiu 1,5%.
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