Citi eleva projeção para Selic a 12,75% e vê inflação acima do teto da meta neste ano
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O Citi agora espera que a taxa Selic chegue a 12,75% ao fim do atual ciclo de aperto monetário em curso pelo Banco Central, prevendo que a autarquia será pressionada por uma inflação acima do teto da meta no acumulado deste ano.
Anteriormente, o credor norte-americano projetava taxa terminal de 12,25%, mas a "persistência da inflação" levou à expectativa de maior agressividade por parte do BC "como maneira de levar a inflação de volta à meta em 2023 com credibilidade", disse o Citi em relatório desta terça-feira.
A projeção do banco privado para o IPCA ao término de 2022 subiu a 5,8%, patamar bem acima do teto da banda de tolerância. O centro do objetivo para este ano é de 3,50%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Em dezembro passado, o Citi esperava alta de 4,7% do IPCA em 2022.
Com a inflação continuando a piorar de um ponto de vista qualitativo, na visão do Citi, e em meio à desancoragem das expectativas, "acreditamos que, apesar da recente estratégia do BC de desacelerar o ritmo de aperto, a autoridade não poderá aumentar os juros em menos de 125 pontos-base na reunião de março" do Comitê de Política Monetária (Copom), afirmou o credor privado.
Essa elevação deve ser seguida por um aumento final de 75 pontos-base em maio, conforme o banco norte-americano.
A Selic deve encerrar 2023 em 8,75%, de acordo com as novas projeções do Citi, que incluem estimativa de alta de 3,3% do IPCA no ano que vem --a meta a ser perseguida pelo Bacen é de 3,25%.
O banco norte-americano manteve suas projeções para a atividade econômica brasileira, esperando que o Produto Interno Bruto (PIB) contraia 0,3% em 2022 e avance 1,5% em 2023.
A projeção para o déficit primário do Brasil em 2022 também permaneceu inalterada, em 1,0% do PIB, mas "os riscos estão inclinados para números piores, já que a disposição para aumentar os gastos públicos está crescendo no governo e no Congresso", disse o Citi, citando eventual medida para controlar os preços dos combustíveis como a principal preocupação no momento.
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