Crise na Ucrânia irá atingir economia, mas UE está preparada, dizem autoridades
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Por Leigh Thomas e Jan Strupczewski
PARIS (Reuters) - A invasão russa da Ucrânia irá desacelerar o crescimento econômico europeu neste ano, fazendo subir os preços do setor de energia e baixar a confiança do empresariado afetando em alguma extensão a atividade comercial, mas a União Europeia está preparada para isso, afirmaram autoridades financeiras da UE nesta sexta-feira.
"Sabemos que haverá custos econômicos. Esses custos irão emergir nas próximas semanas e meses", disse o chairman dos ministros de Finanças da zona do euro, Paschal Donohoe, acrescentando que as autoridades do setor irão revisar os planos fiscais nas próximas semanas para certificar que é possível apoiar a economia se for necessário.
"O impacto será diferente para diferentes Estados-membros", disse em entrevista coletiva após a reunião dos ministros e presidentes de bancos centrais.
Os líderes da UE concordaram na quinta-feira na imposição de novas sanções aos setores financeiro, energético e de transportes da Rússia, introduzindo controles de exportação e incluindo mais russos em listas restritivas após Moscou lançar uma ofensiva total contra a Ucrânia.
Isso significa que os países que vendem seus produtos à Rússia verão uma queda em suas receitas. A Rússia, principal fornecedora de energia à Europa, pode retaliar segurando vendas de gás, petróleo e carvão para a UE, embora isso possa ter um custo elevado a Moscou.
Mas a presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse que o principal impacto da guerra na Ucrânia deve provavelmente vir com os altos preços de energia e com a incerteza, que afetará a confiança e o consumo.
(Reportagem de Jan Strupczewski e Leigh Thomas)
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