Peru impõe toque de recolher para impedir protestos contra aumento dos combustíveis
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Por Marcelo Rochabrun e Sebastian Castaneda
LIMA (Reuters) - O presidente do Peru, Pedro Castillo, impôs um toque de recolher na capital Lima, nesta terça-feira, proibindo as pessoas de deixar suas casas na tentativa de conter protestos contra o aumento dos custos de combustíveis e fertilizantes que se espalharam por todo o país.
"O gabinete concordou em declarar proibição da mobilidade dos cidadãos das 2h às 23h59 de terça-feira, 5 de abril, para proteger os direitos fundamentais de todas as pessoas", disse Castillo em um discurso transmitido em todo o país pouco antes da meia-noite.
Na segunda-feira, uma onda de protestos contra o aumento dos preços dos combustíveis e fertilizantes, desencadeado pela invasão da Ucrânia pela Rússia, continuou pela segunda semana, enquanto o governo busca reduzir os preços.
Os protestos representam uma dura realidade para a Presidência turbulenta do esquerdista Castillo, um ex-agricultor e professor que venceu as eleições no ano passado com o apoio esmagador da população rural pobre.
Mas seu apoio diminuiu rapidamente, mesmo nas regiões rurais, e gira em torno de 25% em todo o país atualmente. Em seus oito meses no cargo, Castillo sobreviveu a duas tentativas de impeachment e precisou trocar um número sem precedentes de membros no ministério.
Os protestos se tornaram cada vez mais violentos e pelo menos quatro pessoas foram mortas, disse o governo.
Na segunda-feira, manifestantes queimaram praças de pedágio e entraram em confronto com a polícia perto da cidade de Ica, no sul.
"Isto não está acontecendo apenas aqui, está em todo o Peru", disse um manifestante em Ica, que não quis ser identificado.
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