Bullard diz que Fed está "atrás da curva", vê juro em 3,5% ao fim do ano
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Por Howard Schneider
(Reuters) - O banco central norte-americano está atrasado em sua luta contra a inflação e precisa aumentar a taxa de juros em mais 3 pontos percentuais até o fim do ano, disse o presidente do Fed de St. Louis, James Bullard, ritmo que implica aumentos de 0,50 ponto percentual em cada uma das seis reuniões restantes do banco neste ano.
"Gostaria de chegar lá no segundo semestre deste ano... Temos que nos mover", para nos antecipar à inflação que roda ao triplo da meta de 2% do Fed, disse Bullard. "Estamos falando de movimentos maiores do que fizemos em muito tempo."
O ritmo descrito é um pouco mais rápido do que o oferecido por Bullard na reunião do Fed de março, quando previu a taxa federal funds em 3,25% ao fim do ano.
O caminho traçado por Bullard --agora talvez o formulador de política monetária mais duro em sua reação à inflação-- está além do que os mercados atualmente antecipam do banco central.
Derivativos de juros mostram expectativa de que o Fed eleve sua taxa básica para um intervalo entre 2,5% e 2,75% até o encerramento do ano, de acordo com dados compilados pelo CME Group.
Mesmo uma aplicação "generosa" das regras de padrão de política monetária, disse Bullard, mostrou o Fed "atrás da curva" no combate à inflação, mesmo depois de contabilizar o "aperto" financeiro já ocorrido nos mercados com base nas expectativas de investidores de que o Fed vai agir de forma mais incisiva.
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