Ibovespa avança impulsionado por Petrobras e com suporte de NY
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SÃO PAULO (Reuters) - O principal índice da bolsa brasileira reverteu queda do início da sessão e subiu nesta quinta-feira, com ajuda de Wall Street e de Petrobras, após nova indicação para a presidir a estatal.
O Ibovespa fechou em alta de 0,54%, a 118.862,12 pontos, após três baixas seguidas. O volume financeiro da sessão foi de 27,2 bilhões de reais.
Hapvida e Gerdau foram as maiores pressões sobre o índice.
O Ibovespa está "muito ligado ao que está acontecendo nos Estados Unidos. Nesses dias houve uma discussão muito grande do que vai acontecer com juros e inflação", disse o diretor de investimentos da Reach Capital, Ricardo Campos.
Ele segue vendo tendência positiva para o índice doméstico no curto prazo, com perspectiva de alta das commodities em meio a cenário ainda inflacionário.
Economistas do Bank of America elevaram, de 125 mil para 135 mil pontos, a projeção do Ibovespa no final de 2022, citando alta das commodities, que afetam ações de peso relevante no índice, e performance positiva de bancos.
Os principais índices de Wall Street subiram entre 0,1% e 0,4%, após reação negativa do mercado na véspera com a ata da última reunião de política monetária do banco central norte-americano. Mais membros da instituição se manifestaram nesta quinta-feira. Na Europa, a maioria dos índices recuou, em dia de ata da reunião do Banco Central Europeu.
A guerra também seguiu monitorada pelo mercado, após um representante russo dizer que a Ucrânia apresentou esboço "inaceitável" de acordo de paz.
Em outra frente, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, de que a calibragem da política monetária no Brasil dependerá da extensão de choques sobre a inflação.
O mercado aguarda o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) de março a ser divulgado na sexta-feira, após anúncio na véspera pelo presidente Jair Bolsonaro de redução na tarifa de energia a partir de meados de abril.
DESTAQUES
- PETROBRAS PN e ON subiram 5,2% e 5%, respectivamente, enquanto o petróleo caiu 0,5%. O mercado reagiu à indicação do governo de José Mauro Coelho, ex-secretário de Petróleo e Gás do Ministério de Minas e Energia, à presidência da estatal. Havia dúvida quanto à escolha após Adriano Pires, indicado inicialmente, desistir do cargo. Marcio Andrade Weber foi indicado para liderar o conselho de administração. O Itaú BBA observou que Coelho é a favor da autonomia da Petrobras para definir e executar sua própria política de preços.
- BRASKEM PNA saltou 7%, maior alta desde 28 de janeiro, após notícias sobre venda da fatia dos controladores. A gestora norte-americana Apollo Capital fez oferta não-vinculante para comprar a participação da Novonor, segundo o Valor, enquanto O Estado de S. Paulo disse que Novonor e Petrobras voltaram a procurar um comprador estratégico, após uma oferta de ações em bolsa ser interrompida no começo do ano. A Petrobras negou que esteja preparando operação privada.
- VALE ON subiu 0,6%, mesmo após o minério de ferro cair 3% na China. Siderúrgicas fecharam mistas.
- ELETROBRAS PN ganhou 2,8% e ON teve alta de 3,1%, em meio a debate público sobre a modelagem da capitalização da companhia. A modelagem será avaliada "em breve" pelo Tribunal de Contas da União, disse o relator do processo, ministro Aroldo Cedraz, sem especificar uma data.
- IRB BRASIL ON cedeu 3,5% e HAPVIDA caiu 3,2%, entre as principais quedas percentuais do Ibovespa.
- MRV ON recuou 2,8%, CYRELA ON apontou decréscimo de 1,6% e EZTEC ON diminuiu 1,45%.
- CBA ON, que não está no Ibovespa, desvalorizou-se 4,8%. A oferta de ações da companhia para venda de fatia pela Votorantim saiu a 19 reais cada papel, desconto de 1,45% em relação ao preço de fechamento anterior.
- FRAS-LE ON encolheu 4,4%. A empresa deve fixar preço por ação de follow-on nesta quinta-feira.
(Por Andre Romani)
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