Bolsonaro diz que aprovação de projeto das fake news seria início da censura no país
BRASÍLIA (Reuters) - O presidente Jair Bolsonaro comemorou nesta quinta-feira a rejeição, na véspera, de pedido para conferir regime de urgência na Câmara dos Deputados a projeto que tenta coibir as chamadas fake news, sustentando que caso a proposta fosse aprovada, marcaria o início da "censura" no país.
Ao considerar o projeto "completamente sem pé nem cabeça -- ou melhor, muita cabeça e pouco pé" e criticar o fato de o relator, o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), integrar um partido de esquerda, Bolsonaro retomou seu discurso, recorrente, sobre a defesa da liberdade de expressão acima de qualquer outro valor ou direito.
"Seria o início da censura no Brasil", disse o presidente na tradicional live que costuma transmitir às quintas-feiras pelas redes sociais.
Ao argumentar que a legislação atual permite que uma pessoa, ao se sentir lesada por divulgação de informação falsa ou pelo fato de alguém "extrapolar", pode recorrer à Justiça, defendeu que não se pode "nunca, jamais, querer criminalizar alguém que porventura tenham distribuído fake news".
A Câmara rejeitou na quarta-feira, em uma votação tomada pelo debate eleitoral, um requerimento para conferir urgência ao projeto de combate às fake news, o que poderia conferir à matéria uma tramitação mais acelerada.
O pedido foi rejeitado por pouco --eram necessários 257 votos para que fosse aprovado, mas apenas 249 deputados se manifestaram nesse sentido. Outros 207 se posicionaram contra e o requerimento foi rejeitado.
0 comentário
Ibovespa ganha fôlego e renova recorde intradia com apoio de Vale e Petrobras
Ações europeias caem sob peso de fracasso das negociações entre EUA e Irã
EUA iniciam bloqueio no Estreito de Ormuz e Trump ameaça eliminar navios iranianos em nova escalada do conflito
Trump diz que 34 navios passaram pelo Estreito de Ormuz no domingo
Trump diz que navios iranianos de "ataque rápido" que se aproximarem do bloqueio dos EUA serão eliminados
Guerra no Irã pesa sobre economia global e mais países anunciam medidas de apoio