Dólar oscila com instabilidade externa; moeda bate R$5,105 na máxima
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O dólar abandonou a alta de mais cedo e chegou a cair nesta segunda-feira, antes de se estabilizar em torno dos patamares do último fechamento, com investidores replicando a volatilidade externa em meio a nova abertura negativa nas bolsas de valores em Nova York e falta de direção comum nos mercados globais de moedas.
Às 10:53 (de Brasília), o dólar à vista avançava 0,08%, a 5,0617 reais na venda. A cotação variou de 5,105 reais (+0,93%) a 5,0363 reais (-0,43%).
Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,06%, a 5,0850 reais.
Lá fora, o dólar se mantinha próximo de máximas em 20 anos contra uma cesta de moedas, mas já se afastou dos picos do dia em relação a duas divisas consideradas "proxies" para sentimento de risco: dólar australiano e iuan chinês.
A China, voraz consumidora de commodities e maior destino das exportações brasileiras, voltou a trazer más notícias. As atividades de varejo e industrial no país caíram acentuadamente em abril, com os extensos bloqueios contra a Covid-19 confinando trabalhadores e consumidores em suas casas.
Dados fracos no país são vistos como sinal de menor dinamismo econômico em todo o mundo, o que eleva os já presentes riscos de recessão global ou mesmo estagflação --cenário em que o dólar se fortalece.
"Um dólar forte, um Fed 'hawkish' (duro na política monetária) e riscos globais de estagflação, bem como piora nos termos de troca e riscos fiscais persistentes, manteriam o real mais fraco", disseram em relatório estrategistas do Société Générale.
Eles ponderam, contudo, que o Banco Central deve continuar a elevar os juros, deixando a taxa em 13,75% (está em 12,75%), o que deve oferecer "algum suporte" ao real.
"O real provavelmente será negociado lateralmente (intervalo de 5,03 reais a 5,30 reais)", finalizaram.
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