Corte de tributo dá margem para empresário não reajustar preços, não é tabelamento, diz Guedes
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Reduções de tributos pelo governo dão margem para que preços não sejam reajustados a todo momento, mesmo que custos subam, disse nesta terça-feira o ministro da Economia, Paulo Guedes, defendendo que não há ideia de tabelamento de preços no governo.
Em apresentação no Fórum de Investimentos Brasil, Guedes também disse não ter dúvida de que Europa e Estados Unidos entrarão em recessão econômica enquanto o Brasil começa a decolar.
Na última semana, o ministro da Economia e o presidente Jair Bolsonaro fizeram apelo a empresários para que comprimam margens de lucro neste ano com o objetivo de segurar a inflação.
“Aprovamos ontem no Senado a redução do ICMS, já tínhamos feito a redução do IPI. Quando você reduz o IPI e o ICMS, você está dando uma margem de folga, mesmo que os custos subam, para não ficar reajustando o preço toda hora, foi nesse sentido que eu falei, não tem nada a ver com tabelamento”, afirmou. “Quem congelou preço no passado tem esse fantasma na cabeça pelo desastre que causou na economia.”
Na apresentação, Guedes disse que o mundo vive mar turbulento que não deve melhorar tão cedo, ao contrário, com agravamento da situação econômica global. Para ele, a inflação vai subir muito no exterior, vai haver recessão e um cenário com bancos centrais subindo juros, bolsas caindo e muita crise.
Ele voltou a dizer, porém, que a crise gera oportunidade para o Brasil, com o redesenho das cadeias globais de valor, que traz novas exigências de proximidade geopolítica e logística para relações entre países do Ocidente.
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