Inflação e recessão dominam perspectivas e elevam risco de acidentes financeiros, diz PIMCO
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Por Davide Barbuscia
NOVA YORK (Reuters) - O foco dos bancos centrais em combater a inflação persistentemente alta pode levar a uma recessão nos próximos dois anos e aumentar o risco de "acidentes financeiros", disse a empresa de investimentos norte-americana PIMCO nesta quarta-feira.
Os preços crescentes dominaram os mercados financeiros globais neste ano, levando os bancos centrais a aumentar as taxas de juros para conter a demanda.
Mas a incerteza em torno do ritmo de políticas monetárias mais apertadas e suas consequências para as economias globais levaram a uma alta volatilidade nos mercados.
A instabilidade geopolítica causada pela guerra na Ucrânia também contribuiu para oscilações bruscas de preços de títulos e ações, ao mesmo tempo que exacerbou a inflação ao pressionar os custos de commodities como petróleo e gás.
"Vemos um risco elevado de recessão nos próximos dois anos", disse a PIMCO em relatório nesta quarta-feira, referindo-se aos EUA e a outras economias avançadas.
A possibilidade de contração econômica reflete "o intenso foco dos bancos centrais em combater a inflação primeiro, o que aumenta o risco de acidentes financeiros além do forte aperto das condições financeiras já visto", disse a PIMCO.
Por causa de preocupações inflacionárias, as respostas monetárias e fiscais a uma recessão, se e quando chegar, podem ser mais suaves e mais lentas do que em ciclos anteriores, disse a PIMCO.
"Assim, embora por muitas razões nossa visão seja de que a próxima recessão provavelmente não será tão profunda quanto a Grande Recessão de 2008 ou a parada repentina da COVID de 2020, pode muito bem ser mais prolongada", disse a PIMCO, acrescentando que a recuperação pode ser mais lenta.
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