Ibovespa hesita após altas com dados de emprego nos EUA e balanços no radar
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O Ibovespa não mostrava uma direção firme nesta sexta-feira, em meio a ajustes após três altas seguidas, com agentes financeiros analisando também dados mais fortes do que o esperado sobre o mercado de trabalho dos Estados Unidos e balanços corporativos no Brasil, entre eles o do Bradesco.
Às 10:53, o Ibovespa subia 0,32 %, a 106.230,71 pontos. Mais cedo, na máxima até o momento, chegou a 106.265,42. Na mínima, tocou 105.517,82. O volume financeiro no pregão somava 3,9 bilhões de reais.
Na véspera, o Ibovespa subiu 2,04%, a 105.892,22 pontos, chegando a superar 106 mil pontos no melhor momento da sessão, com apostas de que o Copom pode ter encerrado ou finalizará em breve o ciclo de alta de juros no país.
Na semana, até o momento, o principal índice da bolsa paulista acumula ganho de cerca de 2,9%.
Nos EUA, foram criadas 528 mil vagas de trabalho fora do setor agrícola no mês passado, bem acima das expectativas de analistas, com queda na taxa de desemprego e aumento nos ganhos médios por hora, fornecendo a evidência mais forte até agora de que a economia não estava em recessão.
Na visão do estrategista-chefe da Avenue Securities, William Castro Alves, os dados são negativos para ações em um primeiro momento, pois reforçam apostas de que o Federal Reserve deverá manter uma política monetária mais firme, uma vez que a economia norte-americana segue com um nível de atividade forte.
"O cenário (nos EUA) parece muito mais de desaceleração do que recessão, ainda que a leitura do PIB tenha mostrado isso recentemente - recessão técnica com 2 trimestres de PIB negativo", afirmou em comentário a clientes.
O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA caiu a uma taxa anualizada de 0,9% no segundo trimestre, após a economia contrair 1,6% no primeiro trimestre. O segundo declínio trimestral consecutivo do PIB atende à definição padrão de recessão.
Em Wall Street, o S&P 500 recuava 0,5%.
DESTAQUES
- BRADESCO PN caia 0,88%, a 18,12 reais, após superar previsões com lucro recorrente de 7,04 bilhões de reais no segundo trimestre, apoiado no forte crescimento de linhas de crédito mais lucrativas e no controle de custos, embora tenha registrado uma piora na qualidade da carteira de empréstimos.
- LOJAS RENNER ON avançava 2,55%, a 28,97 reais, na esteira do lucro líquido de 360,4 milhões de reais para o período de abril ao fim de junho, salto de 86,7% sobre o desempenho obtido um ano antes e acima da expectativa média do mercado. As vendas mesmas lojas subiram 37,8%.
- FLEURY ON caía 2,00%, a 16,21 reais após o grupo de medicina diagnóstica reportar alta de 7,6% no lucro líquido do segundo trimestre ante um ano antes, acima do esperado, com maiores receitas compensando elevação de despesas e piora do resultado financeiro devido às recentes aquisições.
- ALPARGATAS PN cedia 8,49%, a 20,48 reais, tendo de pano de fundo queda no lucro do segundo trimestre, para cerca de 64 milhões de reais, assim como declínio do resultado operacional medido pelo Ebitda ajustado.
- VALE ON subia 1,36%, a 68,04 reais, uma vez que os contratos futuros de minério de ferro subiram nesta sexta-feira, conforme a melhora nas margens do aço na China aliviaram preocupações com a fraca demanda pelo ingrediente siderúrgico.
- PETROBRAS PN avançava 1,43%, a 34,70 reais, apesar da queda do petróleo no exterior, onde o Brent tinha leve queda.
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