Ritmo de futuras altas de juros pelo Fed depende de dados, mostra ata
![]()
Por Howard Schneider
WASHINGTON (Reuters) - Autoridades do Federal Reserve disseram no mês passado que o ritmo de aumentos da taxa de juros dependerá de dados, com alguns afirmando que os juros precisarão permanecer em um "nível suficientemente restritivo" por "algum tempo" para controlar a inflação, de acordo com a ata do encontro de 26 e 27 de julho.
Os participantes disseram que a inflação pode levar mais tempo do que o previsto para se dissipar e que uma desaceleração na demanda agregada projetada pelo banco central "desempenhará papel importante na redução das pressões inflacionárias", apontou a ata divulgada nesta quarta-feira.
O documento não indicou uma tendência clara entre os membros do Fed para um aumento menor, de 0,50 ponto percentual, ou uma terceira alta consecutiva de 0,75 ponto na próxima reunião, em 20 e 21 de setembro, mas uma reafirmação de que o comportamento da inflação e da economia em geral determinará a decisão.
O Fed elevou sua taxa básica de juros em 2,25 pontos percentuais neste ano, para uma meta de 2,25% a 2,50%, como parte de um esforço para controlar a inflação nos níveis mais elevados em quatro décadas. Pela medida preferida do Fed, a alta dos preços está em mais de três vezes a meta de 2%.
A expectativa é de que o banco central aumente os juros no próximo mês em 0,50 ou 0,75 ponto percentual.
Para que o Fed reduza o ritmo de aumentos, dados de inflação a serem divulgados antes da próxima reunião provavelmente precisariam confirmar que a velocidade dos aumentos de preços atingiu o pico e agora está em declínio.
0 comentário
Arábia Saudita busca coalizão internacional para proteger navegação no Mar Vermelho contra houthis, dizem fontes
Ibovespa fecha em queda com bancos e Fed no radar
Wall Street encerra com forte queda após Fed manter as taxas inalteradas
Dólar fecha em baixa ante real após decisão do Fed sobre juros
Fed mantém taxa de juros inalterada; 3 membros defenderam aumento
Dívida pública federal do Brasil sobe 2,61% em junho, a R$9,3 tri, e mostra elevação de custo