Coreia do Norte dispara mais projéteis de artilharia no mar em resposta a exercícios sul-coreanos
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Por Josh Smith e Soo-hyang Choi
SEUL (Reuters) - A Coreia do Norte disse nesta terça-feira que ordenou que unidades militares disparassem mais projéteis de artilharia no mar, informou a agência de notícias oficial norte-coreana KCNA, em resposta aos exercícios militares contínuos da Coreia do Sul na fronteira.
A Coreia do Norte disparou 82 projéteis de artilharia ao longo de oito horas e meia nesta terça-feira como resposta e alerta à "provocação insidiosa do inimigo", disse a KCNA, citando o porta-voz militar do país.
Os militares sul-coreanos disseram que a Coreia do Norte disparou cerca de 100 projéteis de artilharia.
Na segunda-feira, a Coreia do Norte disse ter disparado mais de 130 projéteis no mar em suas costas leste e oeste, alguns dos quais atingiram uma zona de segurança perto da fronteira marítima entre as duas Coreias. Seul disse que a ação é uma violação de um acordo de 2018 entre os países para reduzir as tensões.
Tropas sul-coreanas e norte-americanas realizam exercícios com munições reais perto da fronteira desde segunda-feira. Os aliados dizem que os exercícios são necessários para deter a Coreia do Norte, que testou um número recorde de mísseis este ano e fez preparativos para retomar os testes nucleares pela primeira vez desde 2017.
Pyongyang criticou duramente os exercícios conjuntos como prova das políticas hostis de Seul e Washington.
"O inimigo deve cessar imediatamente as ações militares provocativas na zona perto das linhas de frente", disse o porta-voz do exército norte-coreano à KCNA.
Além do fogo de artilharia, o exército norte-coreano emitiu um alerta de emergência de combate para unidades de todos os níveis e as tropas receberam ordens de intensificar a vigilância, disse o porta-voz.
O Ministério da Defesa da Coreia do Sul rejeitou os comentários de Pyongyang.
"Nunca é aceitável que a Coreia do Norte critique injustamente o treinamento normal entre a Coreia do Sul e os Estados Unidos", afirmou em um comunicado nesta terça-feira.
(Reportagem de Josh Smith, Soo-hyang Choi e Joyce Lee)
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