Casa dos Ventos e Comerc fecham acordo com THA para exportação de amônia verde
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SÃO PAULO (Reuters) - A Casa dos Ventos e a Comerc Eficiência assinaram um memorando de entendimentos com o consórcio TransHydrogen Alliance (THA) com o objetivo de viabilizar a exportação de amônia verde que será produzida em uma planta no Complexo Industrial e Portuário do Pecém, segundo comunicado divulgado nesta quarta-feira.
O THA ingressa no empreendimento com a função de fazer a ponte entre a futura produção da planta e a Europa, com transporte marítimo até o porto de Roterdã, na Holanda, e distribuição do produto para clientes europeus.
Pelo consórcio THA, participarão do projeto no Brasil as empresas Proton Ventures, voltada à engenharia de projetos de hidrogênio verde; Global Energy Storage (GES), especializada na construção e operação de terminais de armazenamento; e Trammo DMCC, maior comercializadora internacional independente de amônia.
As empresas não divulgaram valores de investimentos no projeto.
A Casa dos Ventos e a Comerc haviam anunciado no fim do ano passado um pré-contrato para instalação, em Pecém, de uma planta de hidrogênio e amônia verdes. O projeto terá capacidade de até 2,4 GW de eletrólise quando todas suas fases estiverem implantadas, produzindo 960 toneladas de hidrogênio por dia, o que possibilitará a produção de 2,2 milhões de toneladas de amônia verde por ano.
"Estamos unindo forças com um grupo de empresas que poderá contribuir com o desenvolvimento tecnológico do projeto e com um portfólio de clientes internacionais", disse, em nota, Lucas Araripe, diretor-executivo da Casa dos Ventos.
Considerado essencial no processo de transição energética mundial, o hidrogênio verde é um combustível produzido com eletricidade oriunda de fontes de energia limpas e renováveis. A amônia verde, produzida a partir do hidrogênio verde, surge como uma alternativa para armazenar a energia do hidrogênio e permitir seu transporte.
A Europa lançou, em dezembro passado, seu primeiro leilão para compra de amônia verde, surgindo como a primeira oportunidade concreta para viabilizar projetos da nova tecnologia no Brasil. Os contratos de compra terão prazo de 10 anos, e as primeiras entregas do produto em portos da Alemanha, Holanda ou Bélgica estão planejadas para o final de 2024 ou início de 2025.
(Por Letícia Fucuchima)
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